A última das 16 estátuas que adornam a base da agulha da Catedral de Notre-Dame de Paris foi reinstalada nesta quinta-feira (24), marcando mais um passo simbólico na restauração do monumento, gravemente danificado pelo incêndio de 2019.
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A peça recolocada representa Santo Tomás, um dos doze apóstolos, e tem três metros de altura e pouco mais de 100 quilos. Ela foi içada ao amanhecer por um enorme guindaste, após ser abençoada por monsenhor Laurent Ulrich, arcebispo de Paris.
“É um símbolo muito forte ver todas as estátuas de volta à beira-mar [na base da agulha], porque são praticamente os únicos sobreviventes da estrutura, junto com o galo, que ficou bastante danificado”, destacou Marie-Hélène Didier, conservadora-geral do patrimônio e dos monumentos históricos da Direção Regional de Assuntos Culturais da região parisiense.
As esculturas não sofreram danos no incêndio que destruiu parte da catedral em 15 de abril de 2019. Por coincidência — ou milagre, segundo alguns —, elas haviam sido retiradas apenas quatro dias antes do desastre para um processo de restauração na região de Dordonha, no sudoeste da França.
“É quase um milagre”, acrescentou Didier.
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As estátuas ainda estão ocultas pelo andaime da agulha, mas deverão ser completamente visíveis ao público no fim de agosto, quando a estrutura temporária for desmontada.
As obras foram originalmente projetadas em 1857 por Eugène Viollet-le-Duc — o arquiteto responsável pela agulha — e esculpidas por Adolphe-Victor Geoffroy-Dechaume. As 16 peças representam os doze apóstolos e os quatro evangelistas, simbolizados por um leão, um touro, um anjo e uma águia.