Ana Elisa Santos Silva (PT), de 21 anos, eleita deputada federal mais jovem por Minas Gerais, afirmou nesta quinta-feira ter recebido ameaças após ter entrado para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. Antes de ser eleita, ela havia relatado ataques racistas e ameaças de morte e de estupro.
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— Desde ontem estamos sofrendo um ataque coordenado, desde que viemos ajudar a campanha do presidente Lula. A extrema direita não estaria fazendo isso se não achasse que podemos mudar esse jogo. Amanhã em Minas já teremos escolta. São ataques machistas, racistas, ameaças de estupro, violência, o endereço da minha casa exposto, meu número de telefone, meus documentos — afirmou Ana Elisa em entrevista coletiva.
Histórico de ameças
Durante a campanha, no dia 5 de setembro, a jovem informou ter recebido um e-mail de um autor identificado como “integrante de um grupo supremacista branco” com ameaças de violência contra ela e a família, com menção a informações pessoais da então candidata. O remetente da mensagem cita ódio por mulheres negras.
“Nós não apenas toleramos mulheres pretas que acham que podem representar ‘o povo’ vestindo aqueles ternos ridículos e falando em tom alto sobre justiça social. Nós os desprezamos. E especificamente, nós desprezamos você”, afirma o e-mail, que conclui: “estou escrevendo isso porque decidi que você merece o fim mais humilhante da sua carreira política antes de eu pôr um fim na sua miserável vida inteira.”
O autor se declarou membro da Ku Klux Klan, grupo extremista e racista com origem nos Estados Unidos, e faz ainda ameaças de violência sexual contra a jovem, descrevendo como agiria.
Deputada federal eleita mais jovem por MG, Ana Elisa relata ameaças de morte e estupro
