Está longe de ser uma missão fácil visitar o Bahia, na Fonte Nova, em Salvador. Afinal, a equipe de Rogério Ceni sequer perdeu em casa no Brasileiro — tem sete vitórias e três empates. Ciente do desafio, o Fluminense esteve perto de conseguir o que queria até os minutos finais da partida de ontem: chegar ao Maracanã em pé de igualdade para a decisão da vaga nas semifinais da Copa do Brasil. Mas a falta de atenção no fim levou à derrota por 1 a 0, no jogo de ida, e aumentou o desafio para o duelo de volta, no dia 10, às 19h, no Rio.
Além da entrada de Erick Pulga, que incendiou o confronto no segundo tempo, a bola parada voltou a ser um problema para o tricolor carioca. E, assim como na derrota por 4 a 2 para o Bragantino pelo Brasileiro, a defesa apresentou um erro de posicionamento, o que permitiu que Luciano Juba infiltrasse livre na área para balançar as redes, aos 40 minutos. O time de Renato Gaúcho chegou a ter um pênalti marcado após o chute de Soteldo pegar no cotovelo de Santiago Arias. O árbitro Raphael Claus, porém, revisou o lance no monitor e anulou a decisão de campo.
Se Renato contou com todos os jogadores à disposição pela primeira vez desde sua chegada, o esvaziamento do departamento médico durou apenas até os primeiros minutos da partida. Um dos líderes do elenco, Samuel Xavier deu lugar a Guga após sentir dores na coxa esquerda. Assim que foi substituído, o lateral-direito colocou uma bolsa de gelo na região.
Fora dos gramados há quase um mês por conta de uma lesão no posterior da coxa direita, Thiago Silva foi preparado especialmente para retornar nas quartas da Copa do Brasil. E a mobilização do clube pela volta do capitão surtiu efeito dentro de campo. Mesmo sem ter tanto protagonismo no jogo, o veterano ajudou, como de costume, a melhorar a organização defensiva tricolor.
Ainda assim, diante da pressão do Bahia, o Flu voltou a apresentar dificuldades na saída com os pés e na marcação da bola aérea. Principalmente no começo do jogo, os baianos encurralaram os cariocas, o que rendeu uma bola na trave de Jean Lucas, recém-convocado por Carlo Ancelotti para a seleção brasileira, depois de falta cobrada por Luciano Juba. Por ironia do destino, a deficiência na defesa quase virou solução no ataque.
Resistindo ao sufoco inicial dos donos da casa, o tricolor carioca passou a trocar passes com mais tranquilidade à medida que fez ajustes no sistema defensivo, como a perseguição individual de Hércules a Jean Lucas. Após escanteio de Renê, Martinelli desviou de cabeça para o colombiano Kevin Serna cabecear livre na segunda trave para o fundo do gol. No entanto, o VAR marcou impedimento do atleta tricolor no lance.
Antes disso, o Fluminense já havia criado outra chance de perigo com a velocidade de Canobbio, que aproveitou uma trapalhada da defesa adversária para entrar sozinho na área. Em seu melhor momento com a camisa tricolor, o uruguaio desta vez parou no pé do goleiro do Bahia, Ronaldo.
Com as entradas dos atacantes Erick Pulga e Lucho Rodríguez no segundo tempo, o time de Rogério Ceni tentou ser mais incisivo na frente, mas pouco produziu. E ainda viu o Fluminense assumir um maior controle da partida. Mas a reta final do jogo foi cruel com o time carioca, que por pouco não saiu com um prejuízo ainda maior de Salvador.
Depois da primeira derrota na Copa do Brasil, o Fluminense vira a chave para enfrentar o Santos, neste domingo, às 16h, na Vila Belmiro, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.