O Rio é território fértil de criação, expressão e identidade. Do samba ao funk, da música erudita às manifestações populares, passando por teatros, museus e festivais que se espalham pela capital e pelo interior, a cultura fluminense movimenta a economia, gera empregos e influencia políticas públicas, mesmo diante de um cenário pontuado por desigualdades e carência de investimentos. Para discutir os caminhos e desafios desse setor, O GLOBO realiza nesta quarta-feira (2/07), às 9h30, uma edição do ciclo de encontros Diálogos RJ com o tema “Cultura em movimento”. O evento acontece no auditório da Editora Globo, no Centro, e será transmitido ao vivo pelo canal do GLOBO no YouTube e também pelo Facebook jornal e do Extra.
A programação está dividida em dois painéis temáticos. O primeiro, “Do Sambódromo ao MIS: a potência das culturas do Rio”, reúne gestores de instituições culturais emblemáticas: Danielle Barros, secretária estadual de Cultura e Economia Criativa; Clara Paulino, presidente da Fundação do Theatro Municipal do Rio de Janeiro; e Cesar Miranda Ribeiro, presidente da Fundação Museu da Imagem e do Som (FMIS). A mesa vai abordar expressões culturais que ajudam a compor a identidade da capital fluminense.
Na sequência, o segundo painel, intitulado “A força das experiências regionais”, lança luz sobre ações culturais que florescem fora da capital, revelando a diversidade criativa do interior do estado. Participam da conversa Hingo Hammes, prefeito de Petrópolis; Rodrigodraw Miguel, criador do Serra Comics; Conceição Diniz, assessora-chefe da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do RJ; e Big Joe Manfra, diretor técnico do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival.
Os debates serão mediados pelo jornalista Rafael Galdo, editor da seção Rio de O GLOBO.
O encontro — promovido pelo GLOBO — acontece em um momento de fortalecimento da política cultural fluminense. Apenas com os recursos da Lei Paulo Gustavo, foram investidos R$ 139 milhões, o que gerou um impacto estimado de R$ 852,2 milhões na economia do estado — um dado que reforça o papel estratégico da cultura como vetor de desenvolvimento.
— Desde 2020, nós investimos mais de R$1 bilhão de reais no setor, com a modernização dos processos de fomento, ampliação da oferta de ações culturais e um olhar mais humano ao segmento. — diz Danielle Barros, secretária estadual de Cultura e Economia Criativa, uma das debatedoras que participará do encontro. — De acordo com levantamento realizado pela Fundação Getúlio Vargas em 2024, a cada um real empregado na cultura, R$ 6,51 retornam para a sociedade, entes públicos e privados. Isso acontece porque a atividade econômica realizada pela cultura gera ondas que movimentam outros setores, o chamado efeito dominó .