O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 6,15 milhões em bens do ex-deputado federal Eduardo Cunha em uma investigação que apura o desvio de emendas parlamentares da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados. A decisão, assinada em 6 de julho e tomada em caráter sigiloso, também suspendeu imediatamente a execução de todas as despesas públicas ligadas às emendas sob suspeita, em qualquer fase ( empenho, liquidação ou pagamento).
De acordo com Polícia Federal, Cunha — que não exerce mandato desde a cassação, em setembro de 2016, e é pré-candidato a deputado federal por Minas Gerais — atuava como uma espécie de “parlamentar informal”: mesmo sem cargo, dispunha de uma cota própria de emendas e definia diretamente quais municípios receberiam os recursos, sempre com a intermediação de uma servidora da Câmara.

