O Disque Denúncia divulgou um cartaz pedindo informações que ajudem na localização dos traficantes Bruno da Silva Loureiro, o “Coronel”, de 43 anos, chefe do tráfico de drogas da favela do Muquiço, em Deodoro, Zona Norte do Rio; Douglas Medeiros da Silva, conhecido como “Dodô do Muquiço”; e um terceiro, conhecido como “Debochado”. Na quarta-feira (17), a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) pediu à Justiça a prisão preventiva dos três, indiciados pela morte da jovem Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, assassinada após deixar um baile funk na comunidade da Coréia, em Senador Camará, Zona Oeste do Rio.
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Membro da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) e que acumula uma longa ficha criminal, “Coronel” é considerado pelo sistema penitenciário como de altíssima periculosidade. Ele se encontra em liberdade desde agosto de 2017.
De acordo com as investigações da DHC, após sair do baile funk, por volta das 22h do dia 17 de agosto, Sther foi sequestrada pelos outros dois bandidos a mando de “Coronel” e levada, à força, para uma casa dentro da comunidade do Muquiço, onde passou a madrugada de domingo sendo espancada pelos dois criminosos, pelo fato de se recusar a sair do evento com “Coronel”.
Após a sessão de espancamento, que deixou seu rosto totalmente desfigurado, a jovem ficou inconsciente. Com medo da vítima vir a morrer, os criminosos a levaram à sua casa, na Vila Aliança, no banco de trás de um BYD cor azul, que era conduzido pelo homem conhecido como “Debochado”, com Douglas como carona. A polícia afirma que os dois são seguranças do traficante “Coronel”.
Laudo médico aponta que a causa da morte foi uma hemorragia subaracnóidea (vaso sanguíneo inchado que se rompe no cérebro), traumatismo crânioencefálico e politrauma (quando a vítima apresenta múltiplas lesões em diferentes partes do corpo, provocadas por violência intensa). Segundo familiares, a violência foi tamanha que a família precisou pagar cerca de R$ 2 mil para reconstruir o rosto da jovem, para poder ser enterrada.
Bruno da Silva Loureiro acumula diversas anotações criminais por tráfico de drogas, roubo, homicídio, porte ilegal de arma de uso restrito, receptação e lesão corporal. Contra ele, há 12 mandados de prisão pendentes de cumprimento. Segundo a polícia, Bruno também teria sido um dos responsáveis por ordenar o desaparecimento de vítimas e subtração de cadáver. Apontado como figura violenta e de grande influência dentro da facção, “Coronel” é descrito como alguém que usa a força para impor medo na comunidade.
Um dos últimos mandados de prisão preventiva contra Bruno foi em junho do ano passado, por homicídio e organização criminosa. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou o criminoso e mais dois traficantes por participação em uma chacina ocorrida em março de 2021, no Parque de Madureira, Zona Norte do Rio. Segundo a denúncia, eles efetuaram disparos de arma de fogo contra cinco pessoas durante uma partida de futebol.
“Coronel” costumava se esconder no Complexo da Maré, na Zona Norte, mas, segundo informações recebidas pelo Disque Denúncia, ele chegou a se esconder na Vila Aliança, que causou insatisfação no traficante Rafael Alves, o “Peixe”, e ainda indicou que outros chefes do tráfico de drogas do TCP não estariam querendo a presença de “Coronel” em seus redutos, o que faria com que a polícia fizesse constantes operação nas comunidades para prender o traficante.
A DHC solicita que quem tiver informações sobre a localização dos dois indiciados e a identificação de “Debochado” pode entrar em contato pelos seguintes canais de atendimento do Disque Denúncia:
- Central de atendimento/Call Center: (021) – 2253 1177 ou 0300-253-1177
- WhatsApp Anonimizado: (021) – 2253-1177 (técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)
- Aplicativo: Disque Denúncia RJ
- Anonimato Garantido