Cinco capitais tiveram vencedores diferentes dos registrados em seus respectivos estados no primeiro turno da eleição presidencial de 2026. Maceió (AL), Macapá (AP) e Manaus (AM) deram a dianteira ao senador Flávio Bolsonaro (PL), embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No sentido inverso, o petista ficou á frente em São Paulo e Porto Alegre, capitais de estados onde o adversário recebeu mais votos.
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Na três capitais em que Flávio venceu apesar da liderança estadual de Lula, o senador ficou em primeiro lugar em todas as zonas eleitorais.
Em Maceió, Flávio conquistou 52,36% dos votos, contra 41,09% de Lula. O prefeito da capital alagoana é Rodrigo Cunha (Podemos) é sucessor e aliado do ex-prefeito João Henrique Holanda Caldas, o JHC (PSDB), que derrotou o ex-governador Renan Filho (MDB), na eleição estadual. JHC recebeu o apoio de Flávio e teve o PL na coligação, mas manteve distância da campanha presidencial.
Já em Macapá, a disputa foi mais apertada: o senador recebeu 47,16%, com 124.378 votos, e o petista, 43,30%, com 114.179. O prefeito interino Pedro Dalua (União Brasil), então presidente da Câmara Municipal, assumiu o comando da cidade após o afastamento de Dr. Furlan (PSD) e do vice, Mário Neto (Podemos), por suspeitas de envolvimento em fraudes na construção do Hospital Geral Municipal de Macapá.
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Furlan venceu o atual governador Clécio Luís (União Brasil), aliado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), conquistando o estado no primeiro turno, com 62,75% dos votos, contra 36,97% de Clécio.
A maior diferença entre Flávio e Lula ocorreu em Manaus: o candidato do PL recebeu 54,28% dos votos, ou 641.864, contra 37,13% do presidente, que somou 439.027, com 114.179. A cidade é governada por Renato Junior (Avante), que assumiu em 31 de março, após a renúncia de David Almeida (Avante), que saiu para disputar o governo do Amazonas, mas ficou de fora do segundo turno, que será disputado entre Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL).
São Paulo, maior colégio eleitoral do país, deu a Lula uma vantagem de 291.602 votos. O presidente recebeu 46,58%, ou 3.052.349 votos, enquanto Flávio alcançou 42,13%, com 2.760.747. No conjunto do estado, porém, o candidato do PL terminou à frente.
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A vitória do petista na capital ocorreu apesar do alinhamento do prefeito Ricardo Nunes (MDB) ao grupo de Flávio e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Durante a campanha, os aliados do senador apostaram na influência de Nunes nas periferias para ampliar sua votação na cidade.
O resultado, entretanto, manteve um padrão observado em eleições anteriores: a força da esquerda nas periferias das zonas sul e leste, em parte do centro e em bairros do extremo norte, como Perus e Brasilândia. Lula venceu em 35 zonas eleitorais, contra 22 de Flávio.
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O mesmo ocorreu no Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, Lula conquistou 48,57%, com 377.252 votos, contra 41,86% de Flávio, que recebeu 325.139. O petista venceu em oito das dez zonas eleitorais da capital gaúcha, enquanto o senador liderou nas outras duas. A cidade é administrada por Sebastião Melo (MDB), aliado do governador eleito Zucco (PL). Nesta segunda-feira, após o primeiro turno, o prefeito declarou apoio a Flávio na disputa contra Lula.
A diferença entre Porto Alegre e o restante do estado também tem precedente: no primeiro turno de 2022, Lula venceu na capital gaúcha, enquanto Jair Bolsonaro ficou à frente no Rio Grande do Sul.
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'Do contra': saiba quais as cinco capitais que tiveram resultado diferente de seus estados na eleição presidencial
