A sapateadora Sarah Coutinho conquistou o primeiro lugar no Festival de Dança de Joinville. Realizado em Santa Catarina, o evento é reconhecido pelo Guinness World Records como o maior festival de dança do mundo, reúne milhares de bailarinos e recebe aproximadamente seis mil vídeos para seleção. Foi neste cenário que a jovem, de 23 anos, alcançou a vitória, após uma década de relação com o festival.
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Sarah Coutinho criou coreografia inspirada em sua própria trajetória
Divulgação/Fabi Torres
O caminho para o primeiro lugar, no entanto, não foi fácil. Vice-campeã em duas edições anteriores, ela terminou a competição do ano passado em um amargo último lugar e chegou a cogitar não voltar mais como solista a Joinville.
— Três dias antes da gravação do meu vídeo de seleção eu decidi que iria tentar mais uma vez. Estava em dúvida sobre a minha trajetória. Então, decidi contar a minha história, e a coreografia foi feita em um dia — revela Sarah.
Sarah se apresentou no “Palcão”, espaço reservado para as disputas mais concorridas e que recebe cerca de 200 coreografias por edição. Com a coreografia “Memória inconsolável”, ela alcançou o seu pódio inédito na competição e somou mais um prêmio para escola que a formou.
A sapateadora é aluna da escola La Danse Art & Cia, do Recreio dos Bandeirantes, desde os 2 anos de idade. Começou no balé, mas encontrou no sapateado sua paixão, e hoje atua como professora, coreógrafa e sapateadora da escola.
A instituição tem tradição em Joinville, e desde 2022 retorna da competição com medalhas. Este ano, além do ouro no solo feminino sênior de sapateado de Sarah, levou o terceiro lugar na categoria conjunto júnior e um quarto lugar com a companhia jovem, ambas apresentações coreografadas pela solista campeã.
Patricia Taranto, fundadora da La Danse Art & cia e Sarah Coutinho, bailarina premiada em Joinville
Divulgação/Nina Strieder
Fundadora da La Danse, há 32 anos, a diretora artística Patricia Taranto atribui os resultados à formação contínua de talentos e ao amadurecimento das artistas.
— É o sonho de qualquer bailarino pisar no Palcão de Joinville. O processo seletivo é rigoroso demais. Então, ver artistas como a Sarah assumindo os papéis de bailarina e coreógrafa num evento assim é sinal de que seguimos formando profissionais completos — diz.
O reconhecimento pelo trabalho da bailarina vai além dos palcos. Na última segunda-feira, Sarah foi homenageada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) durante uma cerimônia no Centro Cultural João Nogueira — Imperator, no Méier. A noite teve apresentações de sapateado de grupos e artistas convidados.
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