A Café del Plata, responsável pela operação da Havanna no Brasil, pertence a um grupo de empresas que pediu a homologação de um plano de recuperação extrajudicial à Justiça de São Paulo. Segundo o Valor, a medida busca equacionar dívidas que somam R$ 127 milhões. Procurada, a Havanna disse que o processo foi iniciado em função de obrigações contraídas por outras empresas do grupo acionista, sem relação com sua operação ou com a saúde financeira da marca no país.
“Este processo de recuperação tem como objetivo justamente garantir que obrigações solidárias das empresas não afetem a capacidade operacional, os compromissos da Havanna com seus fornecedores, franqueados e parceiros”, disse a companhia, em nota ao GLOBO.
A empresa disse ainda que mantém seu plano de expansão no Brasil. No primeiro semestre de 2026, foram inauguradas mais de 30 novas unidades. A meta é ultrapassar 700 pontos de venda no país até 2030, considerando diferentes formatos de operação.
Segundo o Valor, no pedido, o grupo explica justamente que as companhias do conglomerado atuam de forma coordenada e mantém relações financeiras, além de terem controle comum. Por isso, faria sentido a reestruturação conjunta. O Café del Plata figura como solidária nessas obrigações.
O texto menciona ainda que mais de 90% dos pontos de venda das empresas estão em shopping centers, que perderam fluxo nos últimos anos. Além disso, as companhias foram impactadas pela pandemia e aumentaram o endividamento para sustentar as operações. Como os juros subiram, aumentou ainda mais a pressão sobre o caixa, mostra o Valor.

