Equipes da Polícia Científica de Santa Catarina realizam, nesta quarta-feira (23), rastreamento com drone e scanner 3D no local da queda do helicóptero em que o cantor Rick, da dupla com Renner, e outras quatro pessoas estavam. A tecnologia permite dimensionar detalhadamente a área do acidente. As informações coletadas com os equipamentos serão levadas para a análise técnica e colaborarão com a investigação da causa da queda da aeronave. Em coletiva com jornalistas em Urubici, Santa Catarina, o perito criminal da Polícia Científica, Fernando Henrique Lonzetti, explicou que, neste momento, as equipes já iniciaram parte dos trabalhos periciais relacionados à queda do helicóptero.
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Nesta terça-feira (22), uma equipe da Polícia Científica esteve no local da queda do helicóptero e realizou um levantamento preliminar, ainda sem acesso aos destroços.
— Nós iremos trabalhar, com várias ferramentas, principalmente com os drones, para fazer o levantamento da área e com o scanner tridimensional, que vai conseguir registrar de maneira perene o que aconteceu, onde ficaram os destroços, o que sobrou da aeronave, e como se deu o acidente — explica Lonzetti.
O uso do drone e do scanner permite identificar a posição da queda da aeronave e a posição dos destroços, para esclarecer como ocorreu a queda do helicóptero. Com o uso dos equipamentos, será possível fornecer as informações coletadas para as equipes do Comando da Aeronáutica, para apoio mútuo das equipes.
— A gente vai trabalhar hoje para conseguir entender melhor como tudo aconteceu. Nós temos três profissionais bem especializados na parte de aeronáutica e mais três que vão trabalhar na parte do levantamento com o drone e do scanner tridimensional — pontua o perito.
A Polícia Científica trabalha com o Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), órgão da Força Aérea Brasileira (FAB), que estabelece medidas e prevenções para que não ocorreram novos acidentes, enquanto a Polícia busca esclarecer a dinâmica do fato.
O Cenipa informou que pretende concluir os trabalhos no menor prazo possível, mas não estabeleceu uma data para o encerramento da investigação. O tempo dependerá da complexidade da ocorrência e da identificação dos possíveis fatores que contribuíram para a queda.
Já a Polícia Civil de Santa Catarina realizará apuração complementar à investigação técnica do Cenipa, com objetivo de esclarecer as circunstâncias da queda e verificar se houve alguma conduta, intencional ou não, que possa ter contribuído para o acidente e eventual responsabilidade criminal.
Como foi o acidente?
O helicóptero em que Rick Sollo e os outros quatro tripulantes viajavam, um Bell 430, decolou de Porto Belo, no Litoral Norte de Santa Catarina, na manhã de segunda-feira (21), com destino a São Joaquim, na Serra Catarinense. O cantor tinha um almoço agendado com o prefeito em uma vinícola de São Joaquim. A aeronave, porém, não chegou ao local previsto e perdeu contato durante o trajeto.
A partir do desaparecimento, o Corpo de Bombeiros do estado começou as buscas e, no início da tarde desta terça, os destroços foram localizados na região de Santa Bárbara, em Urubici, local de mata e de difícil acesso. A Força Aérea Brasileira realizou sobrevoos durante cerca de 13 horas até localizar a aeronave.
A retirada das vítimas exigiu uma operação aérea, com uso de cordas. Bombeiros, policiais militares, cães farejadores, drones e mais de dez viaturas participaram das buscas e do resgate. Segundo a previsão meteorológica divulgada para a região, havia possibilidade de fortes tempestades no dia do acidente.
Quem são as vítimas da queda do helicóptero?
Rick Sollo. Formou com Renner uma das duplas sertanejas mais famosas do Brasil. Juntos, fizeram sucesso com músicas como “Nos bares da cidade”, “Filha”, “Só pensando em você”, “Eu mereço”, “Só dá você na minha vida”, “Muleca” e “Nóis tropica, mas não cai”.
Bruno Avelar. Era empresário, investidor, palestrante e fundador do Poder do Network, projeto dedicado à criação de conexões entre empresários e negócios. O empresário também atuava como conselheiro da campanha de Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, e mantinha uma relação profissional com o escritor.
Paulo Soares. Trabalhava para Bruno Avelar como videomaker e chegou a fazer um vídeo da viagem, publicado em seus stories antes da tragédia.
Antônio Roberto Nóbrega de Araújo. Conhecido como Seu Antônio, era o piloto da aeronave. Ainda há poucas informações divulgadas sobre o profissional. Assim como o copiloto, ele teve seu primeiro nome divulgado pela empresa JTA, responsável pelo helicóptero, e os sobrenomes confirmados pelo site da NSC.
Leopoldo Barros Teixeira. Era o copiloto do helicóptero. Também há poucas informações divulgadas sobre ele até.
*Estagiária sob supervisão de Alfredo Mergulhão
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