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É possível sofrer um ataque de morcego? Caso raro em Ilha Grande (RJ) vira estudo científico; saiba mais

Eles não têm os seres humanos como fonte de alimento preferencial, mas os morcegos-vampiros, ou hematófagos, podem se alimentar de sangue humano de forma quase imperceptível. O assunto ganhou repercussão após um morador de Ilha Grande, no Rio de Janeiro, ser vítima de espoliação sanguínea pelo animal. Entenda: Sistema de circulação de carbono do planeta […]

É possível sofrer um ataque de morcego? Caso raro em Ilha Grande (RJ) vira estudo científico; saiba mais


Eles não têm os seres humanos como fonte de alimento preferencial, mas os morcegos-vampiros, ou hematófagos, podem se alimentar de sangue humano de forma quase imperceptível. O assunto ganhou repercussão após um morador de Ilha Grande, no Rio de Janeiro, ser vítima de espoliação sanguínea pelo animal.
Entenda: Sistema de circulação de carbono do planeta tem cerca de 1 bilhão de vezes a distância entre a Terra e o Sol e está sob nossos pés
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O episódio foi descrito no artigo científico “Humanos no cardápio: relato de ataque de morcego-vampiro na Ilha Grande-RJ e implicações para a saúde”, publicado em 2026 na revista Physis.
O caso aconteceu na Praia do Mangue, em Angra dos Reis, no dia 17 de março de 2024. Um morador de 33 anos teve o sangue sugado por um morcego enquanto dormia e só percebeu o ferimento ao notar a quantidade de sangue em um dos pés e no chão.
Segundo o relato, o animal provocou um ferimento em um dos dedos. O homem não sentiu dor e não chegou a ver o animal. Amigos, porém, alertaram para a possibilidade de o ferimento ter sido causado por um morcego hematófago.
Após procurar atendimento, ele foi encaminhado a um posto de saúde no continente e recebeu as medidas de profilaxia indicadas. O paciente também seguiu o protocolo antirrábico.
O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), detalhou o caso e discutiu as consequências e os desafios relacionados à profilaxia da raiva humana.
Embora os seres humanos possam ser uma fonte alternativa de alimento para morcegos hematófagos, os ataques são considerados eventos raros. No Brasil, os relatos de alimentação desses animais em humanos ocorrem principalmente entre populações indígenas e ribeirinhas da região Amazônica.
Entre as mais de 1.470 espécies conhecidas da ordem Chiroptera, apenas três são hematófagas. A espécie responsável pelo ataque ao morador de Ilha Grande faz parte desse grupo.
Os cães estão entre as principais vítimas de ataques de morcegos hematófagos no município do Rio de Janeiro e em Ilha Grande, com ferimentos nos pés entre as ocorrências mais comuns. A situação representa um desafio para a vigilância em saúde, já que mudanças ambientais e na ocupação humana podem favorecer a transmissão da raiva de morcegos para as pessoas.
No Brasil, a vigilância da raiva animal é coordenada pelo Ministério da Saúde, e a profilaxia é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A vacinação pré e pós-exposição é disponibilizada na rede pública de saúde, enquanto o soro antirrábico e a imunoglobulina são distribuídos em hospitais.
São Paulo e Rio de Janeiro registraram, juntos, 61 casos de raiva humana no período de 1989 a 2022, segundo os dados mencionados no estudo. Nas duas últimas décadas do período analisado, foram registrados apenas dois óbitos.

É possível sofrer um ataque de morcego? Caso raro em Ilha Grande (RJ) vira estudo científico; saiba mais

Autor

BRCOM