Nos últimos anos, a Afya, maior ecossistema de educação e soluções para prática médica do Brasil, tem se consolidado como referência nacional na formação de médicos. As notas máximas obtidas junto ao Ministério da Educação (MEC) em seus cursos de Medicina no Rio de Janeiro são reflexo do investimento contínuo em corpo docente de excelência, laboratórios de ponta, tecnologia e metodologia própria.
No estado, os cursos de Medicina são ofertados em três campi: na capital, na Afya Unigranrio Barra da Tijuca; na Baixada Fluminense, na unidade Afya Unigranrio Duque de Caxias, em prédio recém-inaugurado dedicado ao curso com cerca de seis mil metros quadrados e 11 novos laboratórios; e, ainda, a Afya Itaperuna, no Noroeste Fluminense.
A fim de seguir inovando e expandindo, a Afya Unigranrio tem novo reitor: o médico radiologista Gustavo Meirelles. Com trajetória profissional voltada tanto para a área acadêmica quanto para a gestão e a inovação em saúde na iniciativa privada, Meirelles destaca o modelo de ensino alinhado à realidade cada vez mais disruptiva da medicina e da prática médica.
— A metodologia própria de Afya combina diferentes propostas internacionais para oferecer a melhor vivência teórica e prática para o aluno.
Para desenvolver essa metodologia de ensino, médicos e docentes da Afya viajaram para países como Estados Unidos, Canadá e Holanda para buscar as melhores referências acadêmicas e clínicas e criar um método exclusivo, que combina o melhor de cada experiência. Na Afya, os alunos vivenciam desde cedo o atendimento a pacientes, acompanhados por professores, e a discussão de casos reais, desenvolvendo competências essenciais à prática médica contemporânea. O objetivo é aproximar teoria e prática desde o primeiro período.
— Utilizamos métodos ativos, com aprendizado em pequenos grupos, mas, mais do que isso, o que oferecemos é o ensino da medicina muito pela ótica do paciente — explica o reitor.
Daiane Pimentel, estudante de Medicina da Afya, chegou neste semestre à Unigranrio Barra, transferida de outra universidade. A princípio, a escolha foi pela localização, mas a metodologia mudou sua relação com os estudos.
— O método de ensino é bem melhor em relação à antiga universidade, porque cada dia é diferente, não estou presa à sala de aula — diz.
Parte da formação ocorre em centros de simulação que oferecem experiências imersivas e realísticas. A Afya é a única instituição no Brasil acreditada pela The Society for Simulation in Healthcare (SSH). O objetivo dos centros de simulação é que o aluno treine o máximo possível para ganhar confiança e técnica para atender pacientes reais.
Em outro projeto, que teve início em 2025, a inteligência artificial (IA) também é usada por professores para acompanhar o desempenho dos alunos em avaliações semestrais, propondo planos de ações personalizados, que se adaptam às necessidades de cada estudante.
— Ao entrar na Afya, o estudante passa a fazer parte de um ecossistema completo, que não só fornece o melhor preparo para a prática médica, mas que o acompanha em toda a carreira — detalha Meirelles.
A partir de 2026, todos os acadêmicos de Medicina da Afya terão acesso gratuito ao Afya Whitebook, solução de IA de suporte à atuação clínica usada por 80% dos médicos recém-formados; ao Afya Play, plataforma multiconteúdo para apoio aos estudos; e ao Afya Ciência de Dados e Saúde Digital, um curso tecnólogo de educação a distância (EaD) que permite ao estudante ter a opção de uma dupla graduação, uma vantagem competitiva ao se formar. Além disso, os alunos têm descontos em cursos de pós-graduação, aprimoramento e atualização da Afya Educação Médica.
A instituição conta com 25,7 mil alunos no curso de Medicina. As inscrições para o vestibular unificado de 2026 estão abertas. Com uma única inscrição, o candidato pode concorrer a até três instituições diferentes do grupo. A prova é aplicada de forma online, em um sistema seguro, o que amplia o alcance do processo seletivo para estudantes de todas as regiões do Brasil.
Neste ciclo, serão oferecidas vagas em 27 instituições da Afya localizadas em 14 estados, todas com o mesmo padrão e metodologia.
A aplicação da prova está marcada para 25 de janeiro de 2026. Também é possível ingressar com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por segunda graduação ou transferência externa, cujas regras estão disponíveis no site facamedicina.afya.com.br.
No final de outubro, o médico Gustavo Meirelles tomou posse como novo reitor da Afya Unigranrio, instituição de ensino sediada no Rio de Janeiro e, atualmente, o maior campus de Medicina do grupo. Doutor em Radiologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde também foi professor e orientador de pós-graduação, Meirelles tem pós-doutorado em PET/CT no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York. Por 18 anos, trabalhou no Grupo Fleury, tanto como médico quanto como gestor. Chegou à Afya este ano, onde também atua como vice-presidente médico. Na nova função, no Rio, pretende incentivar ainda mais a pesquisa, a inovação e a produção acadêmica na universidade.
Como sua formação e carreira acadêmica vão influenciar sua atuação como reitor?
Estamos muito comprometidos com pesquisa, inovação e produção acadêmica na universidade como um todo, inclusive na graduação. A Afya Unigranrio tem cinco programas de pós-graduação, com cinco mestrados e quatro doutorados, todos com conceitos muito elevados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), mas quero mobilizar ainda mais as parcerias, tanto nacionais quanto internacionais. Nosso interesse é ter produção acadêmica robusta com outras universidades e instituições privadas, assim como estabelecer parcerias para programas conjuntos com foco em inovação.
A pesquisa será uma prioridade na instituição?
Há uma percepção de que uma instituição privada investe menos em pesquisa e produção acadêmica, o que não necessariamente é verdade. Nossa produção é significativa do ponto de vista numérico e, também, de qualidade. Para se ter uma ideia, somente em 2024 foram mais de três mil publicações acadêmicas internacionais realizadas por alunos e professores da Afya. Desde o início dos cursos, trabalhamos para estimular a pesquisa científica entre os alunos, além do raciocínio crítico — pilares que consideramos fundamentais para a formação.
Como a Unigranrio tem usado a tecnologia para a formação em Medicina?
Os alunos têm à disposição laboratórios e centros de simulação com inteligência artificial. A experiência é altamente imersiva e realista, muito próxima do dia a dia da profissão. A IA também contribui para personalizar os estudos e apoiar hipóteses diagnósticas. Além disso, com a acreditação internacional da American Heart Association, capacitamos profissionais em atendimento a emergências cardíacas complexas. Nosso objetivo é evoluir continuamente.
PROGRAMA BIOTRANS APROXIMA PESQUISA DE APLICAÇÃO PRÁTICA
Um dos orgulhos da Afya Unigranrio, que ilustra a integração entre ensino, pesquisa e impacto social, é o Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Biomedicina Translacional (Biotrans). Desenvolvido em parceria com o Inmetro e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), o programa conecta a pesquisa básica à aplicada, transformando estudos científicos em soluções práticas para a saúde.
— É um programa que reúne profissionais de diferentes áreas da saúde, como medicina, odontologia, enfermagem e biomedicina. Os projetos se organizam em três linhas: biomarcadores, bioimagem e bioengenharia tecidual — explica o coordenador, Sergian Vianna Cardozo.
Entre 2021 e 2024, o Biotrans publicou 367 artigos científicos — 42,7% deles em periódicos A1 e A2 (de nível máximo) —, além de 25 dissertações e 11 teses. Atualmente, são 69 alunos, entre mestrado, doutorado e pós-doutorado. Além de parcerias com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Biotrans levou o mestrado em Biomedicina Translacional à Afya Manacapuru, a 100 km de Manaus, com o objetivo de formar mestres que nasceram e transformam a saúde na Região Amazônica.
— A essência do Biotrans é aproximar o pesquisador da bancada do laboratório dos profissionais que atuam diretamente no atendimento à população. É uma iniciativa com forte impacto social — afirma Cardozo.

