A EDP traz pela primeira vez ao país uma iniciativa do Fundo A2E (Access to Energy), programa global criado pela empresa para ampliar o acesso à energia limpa em comunidades vulneráveis. O projeto brasileiro, que será implantado na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé, localizada em Manaus (AM), é conduzido pelo Instituto Puxirum e prevê a instalação de usina solar que garantirá o abastecimento contínuo de água potável para moradores da região.
O apoio ao projeto faz parte da sétima edição do Fundo A2E, que destinará 1 milhão de euros a nove ações em cinco países — Brasil, Quênia, Maláui, Moçambique e Nigéria. As iniciativas utilizam soluções solares descentralizadas e sistemas de armazenamento de energia para melhorar o acesso a serviços essenciais, como saúde, educação e saneamento. Nesta edição, estima-se que mais de 330 mil pessoas sejam beneficiadas diretamente e cerca de 840 mil de forma indireta.
O anúncio dos projetos ocorre durante a COP30. A EDP participa do evento apresentando suas ações voltadas à transição energética e ao acesso equitativo à energia limpa, dois eixos centrais de sua estratégia global de sustentabilidade.
Entre as mais de 200 propostas inscritas no processo seletivo do Fundo A2E foram escolhidas oito organizações sem fins lucrativos e uma com fins lucrativos. Todas atuam no enfrentamento da falta de acesso à energia, considerada um dos principais obstáculos ao desenvolvimento social em diversas regiões do mundo.
— A transição energética justa é uma causa global e uma das principais prioridades da EDP. Com o Fundo A2E, reforçamos o compromisso com a contribuição para a redução da pobreza energética, que ainda afeta cerca de 660 milhões de pessoas em todo o mundo. Já levamos energia limpa a comunidades em oito países, melhorando as condições de vida de mais de 9 milhões de pessoas, e queremos continuar a ampliar esse impacto, garantindo que ninguém fique para trás na transição para um futuro mais sustentável e inclusivo — afirma Vera Pinto Pereira, administradora executiva da EDP e presidente da Fundação EDP.
O projeto apoiado no Brasil integra essa estratégia de impacto global. Criado em 2017, o Instituto Puxirum atua na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé, área de 12 mil hectares administrada pela prefeitura de Manaus, com foco em soluções sustentáveis de energia e saneamento. A comunidade receberá uma usina solar que abastecerá continuamente o reservatório de água local, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e fortalecendo a autonomia da gestão comunitária.
Os demais projetos selecionados reforçam a amplitude geográfica e temática do Fundo A2E. Em Moçambique, a ADPM instalará sistemas fotovoltaicos e de purificação de água no Centro de Saúde de Monapo, garantindo energia estável e conectividade digital para consultas a distância.
No Quênia, a Aga Khan Hospital Mombasa equipará unidades de saúde com placas solares, enquanto a PV Tech instalará uma solução híbrida de energia no Hospital de Chulaimbo. Também no país, a Fundación GFM Renovables levará energia limpa ao Hospital St John of God, fortalecendo a segurança e a continuidade dos serviços médicos.
Assim como o projeto do Instituto Puxirum, que leva água potável à Amazónia por meio de sistemas de usina solar, a Save The Slum Initiative atua na Nigéria para enfrentar desafios semelhantes em comunidades vulneráveis. A organização está solarizando 50 pontos de água em escolas, centros de saúde e comunidades, garantindo fornecimento contínuo e seguro, reduzindo custos operacionais em até 85% e eliminando a dependência de geradores a diesel. Além da infraestrutura, o projeto promove inclusão social e governança comunitária, com comitês locais e capacitação de mulheres e jovens, fortalecendo a saúde pública, a resiliência hídrica e a sustentabilidade ambiental.
No Maláui, dois projetos ampliarão a autonomia energética de instituições de saúde: a Direct Relief expandirá os equipamentos solares do Hospital Comunitário da Área 25, e a Sopowerful reforçará a capacidade do Hospital e Escola de Enfermagem de Trinity. Na Nigéria, a Retech Foundation executará o projeto Power2Schools, levando energia solar a dez escolas secundárias, enquanto a Save the Slum Initiative instalará usina solares em 50 pontos de água, beneficiando escolas, centros de saúde e comunidades locais.
Desde a sua criação, em 2018, o Fundo A2E já apoiou 56 projetos em oito países — sete na África e um na América Latina — com um investimento global de 5,5 milhões de euros. As iniciativas beneficiaram mais de 855 mil pessoas diretamente e 9 milhões indiretamente, consolidando o papel da EDP como agente de uma transição energética justa, inclusiva e sustentável.
O apoio ao projeto amazônico reforça o compromisso da empresa em atuar também em regiões de difícil acesso, onde a infraestrutura energética ainda é limitada. Ao investir em soluções solares adaptadas às condições locais, a EDP demonstra que a transição para fontes renováveis pode, ao mesmo tempo, reduzir desigualdades e gerar desenvolvimento social.
O Fundo A2E integra a estratégia EDP Y.E.S. — You Empower Society, voltada à promoção da inclusão social, da sustentabilidade ambiental e do acesso universal à energia limpa. Com a entrada da Amazônia nesse mapa de atuação, a EDP amplia o alcance de um programa que já transformou realidades em diferentes continentes e reafirma seu compromisso de levar energia sustentável a quem mais precisa.

