O senador Eduardo Girão (Novo) foi confirmado como vice da candidatura presidencial do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), consolidando uma chapa “puro sangue”. Como adiantou o GLOBO, o parlamentar passou a ter o nome considerado nas últimas semanas, diante da dificuldade do partido para construir uma coligação que abarcasse outras siglas.
Girão, por sua vez, era pré-candidato ao governo do Ceará e contava com o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). A postulação dele no estado, inclusive, foi pivô do conflito entre ela e o presidenciável Flávio Bolsonaro no Ceará, onde o PL acabou declarando apoio ao ex-governador Ciro Gomes. Agora, para assumir como vice de Zema, ele precisará desistir da disputa estadual.
O senador teria a candidatura oficializada durante a convenção do Novo neste domingo (2), mas o evento foi adiado para hoje (4). Na última pesquisa Genial/Quaest, ele teve 3% das intenções de voto no primeiro turno, distante dos 43% de Ciro Gomes e dos 33% do atual governador Elmano de Freitas (PT), que busca a reeleição.
Dentro do Novo, outro nome considerado para a vice de Zema foi Felipe d’Avila, que concorreu à Presidência pelo partido em 2022, mas terminou a disputa em sexto lugar. A preferência pelo nome de Girão, no entanto, prevaleceu.
No Novo, a busca por uma solução interna veio em meio à dificuldade do partido para construir a coalizão presidencial. Antes, o empresário Geraldo Rufino (Podemos), fundador da empresa especializada na reciclagem de caminhões JR Diesel, foi cotado para a vaga. Ele, no entanto, foi lançado por seu partido como candidato ao Senado por São Paulo.
A campanha de Zema, então, passou a ventilar o nome do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC), que abriu mão da candidatura presidencial. As negociações não avançaram e o Democracia Cristã resolveu ter uma candidatura própria, da advogada Clariana Barão.
(Matéria em atualização)

