Um motorista de ônibus de uma empresa que circula pela Avenida Brasil conta que viu o carro do suboficial da Força Aérea Brasileira Anderson de Castro Dias, de 51 anos, ainda em movimento após o veículo ser atingido por tiros e ele acabar morto no fim da tarde de sexta-feira na via. Edmilson Cardoso conta que, ao perceber o automóvel da vítima andando lentamente, usou o coletivo que conduzia para interditar a pista e ‘evitar um acidente maior’. O militar, que era enfermeiro, estaria voltando de um plantão quando, na altura de Coelho Neto, na Zona Norte do Rio, teria sido interceptado por criminosos que queriam assaltá-lo. Ele, então, teria reagido e sido baleado. Anderson estaria a caminho de casa, no município de Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio.
Edmilson relata que não chegou a ouvir tiros nem ver quem efetuou os disparos, mas viu como o carro ficou depois.
— Na noite de sexta-feira, eu, ao subir a rampa de acesso para a Avenida Brasil sentido Campo Grande, me deparei com um carro Sedam azul em baixa velocidade atravessando na minha frente. Buzinei para que ele retomasse a velocidade, mas ele continuou no mesmo ritmo, em linha reta. Em seguida, o veículo subiu a calçada antes da passarela do BRT Fazenda Botafogo e continuou em movimento. Desceu para a pista novamente e foi atravessando todas as faixas bem lentamente. Nesse momento, posicionei o ônibus de uma forma que ninguém pudesse passar, porque eu já estava percebendo que tinha algo de errado. Quando ela bateu numa mureta embaixo da passarela do BRT, vi que tinha um buraco de tiro no vidro traseiro. Comecei a acenar para que os motoqueiros que passavam tentassem fazer o carro parar. Um deles conseguiu entrar pela janela e puxar o freio de mão. E, assim ,verificamos que a vítima ainda estava agonizando. Em seguida, os policiais chegaram — detalha. — Que pena que ele não sobreviveu. Meus sentimentos a amigos e familiares.
A Polícia Militar informa que, na noite de sexta-feira, agentes do Batalhão de Policiamento Especializado em Vias Expressas (BPVE) foram acionados para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, para verificar uma ocorrência de homicídio no Hospital Albert Schweitzer. De acordo com o comando da unidade, no local os PMs constataram a morte de um homem vítima de disparos de arma de fogo. Inicialmente, a ocorrência ficou a cargo da 40ª DP (Honório Gurgel). Em seguida, foi encaminhada para a DHC.
A direção do Hospital Municipal Albert, em Realengo, afirma que a vítima chegou com vida à unidade, mas não resistiu aos ferimentos.
A Força Aérea Brasileira ainda não se pronunciou sobre o caso.
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Nas redes sociais, amigos lamentam a morte do militar:
“Meu amigo querido. O melhor profissional que a FAB já teve. Cuidou de tanta gente, ensinou tantas gerações… Tive a honra de aprender tudo o que sei nesses 17 anos de Terapia Intensiva com ele. Estamos todos devastados”, lamentou uma médica da FAB.
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Outra amiga pede a Deus conforto neste momento de luto:
“Perdi um grande amigo, uma das pessoas mais incríveis que já conheci. Como a vida ficará sem graça sem a sua luz! Muita força para todos nós, para seguirmos em frente sem você. Que Deus traga conforto para todos os familiares e amigos”.