Pular para o conteúdo
outubro 22, 2026
BRcom
Dólar PTAXR$ 5,0377
News

Em guinada de 180 graus, Colômbia inaugura embaixada em Jerusalém e se aproxima de Israel

Por · outubro 14, 2026
Em guinada de 180 graus, Colômbia inaugura embaixada em Jerusalém e se aproxima de Israel


A Colômbia inaugurou, nesta quarta-feira, sua embaixada em Jerusalém, juntando-se ao restrito grupo de países, entre eles os Estados Unidos, que mantêm sua representação nessa cidade cujo status como capital de Israel não é reconhecido pelo conjunto da comunidade internacional.
Contexto: Israel anuncia transferência da embaixada da Colômbia no país para Jerusalém; República Democrática do Congo também irá ‘muito em breve’
Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp
Quer morar fora? Veja guia interativo do GLOBO que reúne informações sobre 36 países
A abertura da missão diplomática em Jerusalém, chefiada pela embaixadora Tania Gilinski, cumpre uma promessa feita pelo presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, de extrema direita, no poder desde agosto. A decisão também marca uma guinada de 180 graus em relação a seu antecessor esquerdista Gustavo Petro, que rompeu em 2024 as relações com Israel em protesto contra a ofensiva israelense em Gaza.
— É uma data importante para o Estado de Israel. É também uma data importante para a cidade de Jerusalém — declarou o ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Saar, ao assinar o livro de ouro da embaixada, acompanhado de seu homólogo colombiano, Omar Bula.
Initial plugin text
Durante a cerimônia, Bula destacou a retomada das relações diplomáticas entre os dois países.
— Hoje, com a abertura da Embaixada da Colômbia em Jerusalém, damos um passo concreto rumo à restauração de nossas relações diplomáticas. Uma relação que nunca deveria ter sido interrompida — disse Bula.
Entenda: Presidente da Colômbia assina decreto que muda resposta do governo contra protestos na véspera de manifestações no país
Para Gilinski, a “segurança é uma prioridade fundamental para os dois povos”.
— A Colômbia enfrenta ameaças derivadas do terrorismo, do narcotráfico, da criminalidade transnacional organizada que afeta nossas comunidades (…) Nesse esforço, Israel é um parceiro estratégico, sempre foi e, de agora em diante, será com ainda mais empenho e força — acrescentou a embaixadora.
A grande maioria dos países mantém sua embaixada junto a Israel em Tel Aviv, sob o argumento de que o status de Jerusalém ainda precisa ser definido em uma futura resolução do conflito israelense-palestino.
Veja também: Ataque ordenado pelo presidente da Colômbia contra acampamento guerrilheiro deixa quatro mortos
O Ministério das Relações Exteriores da Autoridade Palestina condenou “firmemente” a iniciativa do governo colombiano. Em um comunicado, denunciou uma “violação flagrante do direito internacional e das resoluções” das Nações Unidas, assim como “um ataque ao povo palestino e aos seus direitos nacionais justos e legítimos”.
Um apoio sem fissuras
Espriella anunciou em julho que transferiria a embaixada para Jerusalém como um gesto contundente em favor de Israel.
O presidente americano, Donald Trump, já havia rompido o consenso em 2018, quando, em seu primeiro mandato, decidiu levar a embaixada dos EUA para Jerusalém, onde ficam o Parlamento de Israel, os escritórios do primeiro-ministro, a Suprema Corte e outras instituições.
Levantamento: Governo Trump reduz financiamento militar à América Latina ao menor nível desde 2001, mesmo com avanço de aliados na região
Desde então, alguns países seguiram o exemplo americano, entre eles Guatemala, Honduras, Paraguai, Fiji e Papua-Nova Guiné.
O presidente da Argentina, Javier Milei, um dirigente ultraliberal conhecido por seu firme apoio a Israel, prometeu transferir a embaixada de seu país para Jerusalém.
O futuro status de Jerusalém é uma das questões mais espinhosas do conflito israelense-palestino. Israel ocupa desde 1967 e posteriormente anexou a parte oriental da cidade, de maioria árabe e onde os palestinos aspiram estabelecer a capital de um hipotético Estado próprio.
Leia mais: EUA cancelam vistos de juízes e autoridades da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, membros do ‘Escudo das Américas’
Essa anexação não foi reconhecida pela ampla maioria da comunidade internacional.
Em agosto, o governo de De la Espriella reconheceu a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, um planalto de grande valor estratégico que Israel tomou da Síria na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Até então, os EUA eram o único país que reconhecia a anexação desse território em 1981.

Em guinada de 180 graus, Colômbia inaugura embaixada em Jerusalém e se aproxima de Israel