O presidente da Colômbia, Aberlardo De La Espriella, anunciou demissão do ministro do Interior, Rodrigo Lara, que será substituído por Alejandro Ordóñez. A mudança acontece em meio ao impasse no Congresso para o orçamento do próximo ano, o que tem levantado dúvidas sobre a capacidade do governo de avançar com a agenda fiscal e de tranquilizar investidores em relação às finanças do país. Embora o presidente colombiano não tenha explicado o motivo da substituição, o cargo tem como uma das funções a condução da agenda do governo no Congresso.
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A demissão de Lara e nomeação de Ordóñez acontece em meio ao impasse sobre o orçamento de 2027, em que Senado e Câmara não chegaram a um consenso e aprovaram versões diferentes. A falta de concordância obrigou Espriella a aprovar por decreto o orçamento de aproximadamente US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão). Mais cedo no mesmo dia, o vice-presidente José Manuel Restrepo pediu calma aos investidores e detentores de títulos durante o processo.
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Agora, o governo prepara um projeto de ajuste fiscal para reduzir o déficit orçamentário em mais de 2% do Produto Interno Bruto.
Ordóñez é conhecido pelas fortes convicções católicas conservadoras, e está entre os principais opositores ao aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Colômbia. Essas posições podem afastar alguns parlamentares de centro e dificultar aprovação de projetos no Congresso.
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Para Sergio Guzman, fundador da Colombia Risck Analysis, o governo está correndo um risco e ignora o fato de ter vencido a eleição por uma margem pequena:
— O governo está apostando alto demais com as poucas cartas que têm e não poderá reclamar mais tarde quando os projetos forem derrotados no Legislativo ou nos tribunais — afirmou, acrescentando: — O governo parece ignorar o fato de que não conta com maiorias sólidas e de que venceu a eleição presidencial por uma margem estreita.
Investidores acompanham de perto a capacidade do governo de obter aprovação do Congresso para essa legislação, além dos planos para buscar assistência do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Espriella demite ministro em meio a impasse fiscal na Colômbia
