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Em meio à campanha, Lula vem ao Rio nesta sexta para agenda oficial na área de Segurança

Em meio à campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem ao Rio de Janeiro nesta sexta-feira para participar de uma agenda oficial na área de Segurança pública. O tema têm sido destaque no debate político do estado, onde o petista aparece em desvantagem nas pesquisas, atrás de seu principal adversário, o […]

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Em meio à campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem ao Rio de Janeiro nesta sexta-feira para participar de uma agenda oficial na área de Segurança pública. O tema têm sido destaque no debate político do estado, onde o petista aparece em desvantagem nas pesquisas, atrás de seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Lula vai acompanhar as ações integradas para o enfrentamento ao crime organizado no Rio de Janeiro, na sede da Polícia Rodoviária Federal do Rio de Janeiro.
Segundo dados da pesquisa Quaest divulgada no dia 8 de setembro, Lula aparece com 32% de votos entre eleitores fluminenses, em um cenário estimulado para o 1° turno. Flávio Bolsonaro tem 34%. Em um eventual segundo turno entre os dois candidatos, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi a escolha de 43% dos entrevistados, contra 37% do petista. A pesquisa ouviu 1.302 entrevistas e tem margem de erro estimada de 3 pontos percentuais, dentro do nível de confiança de 95%.
Após a divulgação dos dados, integrantes do PT do Rio e da base do presidente chegaram a criticar as estratégias de campanha da equipe de Lula para o estado. O prefeito de Maricá e vice-presidente do PT, Washington Quaquá, afirmou, em vídeos publicados em suas redes sociais, fez um contraponto com o principal rival do petista na disputa pela reeleição, o senador Flávio Bolsonaro, que segundo ele tem tratado de temas do dia a dia das pessoas enquanto os correligionários têm debatido terras-raras e pautas ideológicas.
— O Flávio Bolsonaro vai para a televisão e aparece dentro de um supermercado falando da vida real, concreta, que, aliás, era muito pior no governo do pai dele. Ele vai lá fazer fake news, mas falando de coisas do dia a dia, e nós falando de terras-raras. Nós temos que viver a vida do povo, falar a coisa do povo. Enfim, tem que falar disso e sair dessa ideologia boba, fora da vida das pessoas. Está difícil dialogar. Já passou da hora da campanha do presidente Lula parar de falar de ideologia e começar a falar das entregas do governo — afirmou Quaquá.
O desabafo nas redes aconteceu após a divulgação de um evento na próxima semana de apoio a Lula no Rio de Janeiro, que vai reunir os cantores Chico Buarque, Caetano Veloso e Maria Bethânia. A presença do presidente é esperado pela organização do evento, mas ainda não há confirmação oficial de sua vinda. Para o prefeito de Maricá, o encontro não irá agregar novos votos para Lula, que aparece em desvantagem nas pesquisas do estado.
O candidato ao governo do Estado Eduardo Paes (PSD), aliado de Lula no Rio de Janeiro, diz não estar a par do evento, mas também avalia que o evento não será decisivo para aumentar a popularidade do presidente entre os eleitores fluminenses.
— Se eu for convidado, eu vou. Mas não acho exatamente o melhor lugar para arrumar voto novo. Eu tenho o eu foco, estou andando pela Região Metropolitana, fui muito ao interior do estado nesses últimos quatro meses e estou fazendo minhas agendas. Estou muito dedicado à Baixada, leste fluminense, Região Metropolitana dialogando com os eleitores. Lapa e Copacabana não são a minha prioridade no momento — afirmou Paes, sem querer polemizar as estratégias da campanha de Lula no Rio de Janeiro.
Ações integradas de Segurança
No começo de setembro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Governo do estado do Rio assinaram dois Acordos de Cooperação Técnica (ACTs), um voltado para a retomada de territórios dominados por organizações criminosas e o outro da proteção das vias que são corredores logísticos do estado. Os documentos foram assinados pelo Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e pelo governador do Rio de Janeiro em exercício, Ricardo Couto de Castro.
Com a maior integração de informações entre as forças federais e estaduais, serão compartilhados dados entre as plataformas oficiais da área de segurança, como o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), o Infoseg e o Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP) do Rio de Janeiro. A inteligência apoiará a produção de diagnósticos integrados, o georreferenciamento de indicadores, a identificação de riscos de expansão das organizações criminosas e a definição e o acompanhamento dos territórios prioritários.
Retomada de territórios
No trabalho de recuperação de territórios, a ideia é somar forças entre os órgãos de segurança federais e estaduais para ampliar a presença do poder público nas áreas afetadas pelo crime organizado. Estão previstas ações de inteligência territorial, de dados, apoio tático-operacional, inteligência financeira e patrimonial e enfrentamento dos mercados explorados pelas organizações criminosas. A estratégia é, além de retomar as áreas, manter a presença do estado com a integração entre políticas de segurança, infraestrutura, desenvolvimento social, desenvolvimento econômico e acesso à Justiça.

Em meio à campanha, Lula vem ao Rio nesta sexta para agenda oficial na área de Segurança

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BRCOM