A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), se reúne nesta terça-feira com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em meio a entraves para fechar o buraco aberto no balanço do BRB pelas operações com o Banco Master.
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O DF tenta fechar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para capitalizar a instituição financeira estatal e enquadrá-la dentro das regras do BC, mas enfrenta resistência de parte dos bancos privados, que entrariam na operação como fiadores.
Além de Celina e Galípolo, estarão no encontro na tarde desta terça em Brasília o secretário de Economia do DF, Valdivino Oliveira, o presidente do BRB, Nelson de Sousa, os diretores do BC Ailton Aquino (Fiscalização) e Gilneu Vivan (Regulação; e Organização do Sistema Financeiro e Resolução) e o procurador-geral do BC, Cristiano Cozer. Nesta segunda, Galípolo e os mesmos diretores estiveram com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e seu secretário-executivo, Rogério Ceron.
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Celina está buscando um entendimento para destravar o empréstimo de R$ 6,6 bilhões. Pelo acordo fechado com a União no dia 28 de maio, com mediação do Supremo Tribunal Federal (STF), ficou definido que o crédito concedido pelo FGC seria garantido por um sindicato de bancos públicos e privados e teria como contragarantia a parcela do DF do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O ente conta com cerca de R$ 1,6 bilhão nos dois fundos.
No entanto, como mostrou O GLOBO, interlocutores afirmam que Bradesco e Itaú perderam interesse pelo negócio e passaram a exigir que Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal apresentem as próprias garantias, o que é considerado inviável pelo governo federal, diante do impacto no balanço dos dois bancos públicos.
A avaliação de pessoas envolvidas nas negociações é que, sem a participação das instituições privadas, não há como colocar a garantia para a operação do DF com o FGC de pé. Só após conseguir fechar o contrato de fiança com os bancos, começará a etapa de análise do FGC. Procurados, BRB, Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Caixa informaram que não se manifestariam.
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A governadora corre contra o tempo para encontrar uma solução para o BRB. Desde que veio a público as suspeitas de operações fraudulentas da instituição com o Master, a estatal vem enfrentando questionamentos do mercado, problemas de liquidez e tem visto as ações perderem valor.
Ainda não é público qual é o tamanho do prejuízo, porque a instituição distrital ainda não divulgou o balanço de 2025, que deveria ter sido publicado até 31 de março. Mas, segundo estimativas divulgadas pelo presidente do banco, chega a R$ 8,8 bilhões. O atual prazo que o DF trabalha é assinar o contrato até 31 de julho.

