— Homens e mulheres do povo, o chamado chegará a vocês pelos canais que temos para uma fase avançada de treinamento e coesão de combate nos quartéis e unidades militares — afirmou Maduro, em evento em Caracas. — Todos os venezuelanos que se alistaram. As pessoas [devem ir] aos seus quartéis para receber treinamento e aprender nos campos de tiro para atirar em defesa da pátria.
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Segundo ele, o exercício, que será realizado em 312 quartéis e unidades militares de todo o páís, consistirá em treinamento para o “emprego de sistemas de armas, organização de operações, tudo o que envolve o desenvolvimento de hábitos e habilidades na implantação de operações militares durante o dia, a noite e de manhã cedo”.
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A convocação ocorreu um dia depois do governo anunciar o que chamou de operação militar de “resistência”, chamado “Indepenência 200”, que envolve militares e milicianos, organizados em “284 frentes de batalha”, com o objetivo de “garantir a independência do país.
— Este povo não está órfão, este povo não está sozinho. Se tivermos que voltar a combater, combateremos pela liberdade da nossa grande pátria — afirmou Maduro, em um evento transmitido pela televisão na quinta-feira. — Toda a força militar da nossa Força Armada Nacional Bolivariana e sua capacidade de fogo (está) ocupando posições, fixando posições, defendendo posições, fixando planos.
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O acirramento do discurso militar em Caracas — que também envolveu um chamado ao alistamento em milícias armadas, atendido, segundo o governo, por milhões de pessoas — coincide com o posicionamento de oito navios de guerra dos Estados Unidos perto da costa da Venezuela, além do envio de aeronaves de combate para a região do Caribe.
Oficialmente, Washington afirma que se trata de uma ação voltada aos cartéis do tráfico, e o regime controlado por Maduro vê uma ameaça direta ao seu poder, uma vez que o presidente é acusado de comandar a organização criminosa conhecida como Cartel dos Sóis. O governo americano também nega, em público, que busque uma mudança no comando do país, ao menos neste momento.
— Esses mares, essa terra, esses bairros, essas montanhas, essas imensidões e as riquezas dessas terras pertencem ao povo da Venezuela, nunca pertencerão ao Império Americano, nunca, jamais — disse Maduro em uma comunidade localizada entre Caracas e a cidade costeira de La Guaira, na quinta-feira.