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Entenda como placa tectônica em processo de encolhimento causou terremoto na Rússia; veja infográfico

BRCOM by BRCOM
julho 30, 2025
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Cidade de Severo-Kurilsk, na Rússia, foi a primeira a ser atingida pelo tsunami provocado pelo terremoto de magnitude 8.8 — Foto: Divulgação/Serviço Geofísico da Academia Russa de Ciências/AFP

Uma placa tectônica que está em processo de encolhimento foi a responsável por causar um terremoto de magnitude de 8,8 na Rússia, nesta quarta-feira. O tremor foi o mais forte registrado no mundo desde 2011 e o mais intenso no país desde 1952. Entenda mais sobre o fenômeno abaixo:

  • Litorais em alerta: Ondas de tsunamis são registradas no Pacífico após terremoto na costa russa
  • Epicentro, magnitude e destruição: Entenda como funciona a Escala Richter, que classifica forças de terremotos

A Terra está dividida em seções, conhecidas como placas. Uma destas, a do Pacífico — localizada abaixo do oceano que banha regiões da Costa Leste da Rússia, como a Península de Kamchatka, o lugar afetado pelo tremor — está se deslocando a noroeste e entrando em contato com uma placa menor, chamada microplaca de Okhotsk.

Por ser oceânica, a placa do Pacífico possui rochas densas e tende a afundar sobre a microplaca em direção ao centro do planeta. À medida em que afunda nesse sentido, ela começa a derreter e, efetivamente, encolher. Segundo avaliações, o encolhimento é de 0,5 km² por ano, equivalente a 2,5 cm através das principais falhas geológicas.

Apesar de natural, o processo nem sempre é sutil. Enquanto se movem, as placas podem ficar presas umas nas outras, o que causa uma espécie de pressão entre as superiores e as inferiores. Essa tensão, ao ser liberada de forma repentina, faz com que as placas recuem e provoquem um megaterremoto (megathrust).

Os mais fortes terremotos da História, como os do Chile, em 1960, além dos do Alasca (EUA) e Sumatra (Indonésia), em 1964 e 2004, são exemplos de megathrust. Todos ultrapassaram 9.0 na escala Richter.

A intensidade dos tremores é capaz de impulsionar os oceanos localizados acima das placas, o que provoca o deslocamento de um grande volume de água. Quando essa parte elevada do oceano propaga-se para fora, presencia-se o início de um tsunami.

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  • Alertas na Rússia e no Japão
      • Entenda como placa tectônica em processo de encolhimento causou terremoto na Rússia; veja infográfico

Alertas na Rússia e no Japão

Os impactos mais intensos do terremoto foram registrados no território russo, mas os avisos foram emitidos também no Japão, alguns países da América e regiões insulares.

Na Rússia, as ilhas Curilas do Norte foram as mais atingidas. O fenômeno fez a água entrar até 200 metros por terra em Severo-Kurilsk, e as grandes ondas inundaram o porto, arrastaram embarcações e atingiram a fábrica de processamento de frutos do mar de Alaid.

Cidade de Severo-Kurilsk, na Rússia, foi a primeira a ser atingida pelo tsunami provocado pelo terremoto de magnitude 8.8 — Foto: Divulgação/Serviço Geofísico da Academia Russa de Ciências/AFP

O distrito de Yelizovo, também na Rússia, registrou ondas de até 4 metros, com danos em instalações pesqueiras e em um jardim de infância. As autoridades locais alertaram para a possibilidade de réplicas de até 7,5 de magnitude nos próximos dias. Onze horas após o terremoto, autoridades na Península de Kamchatka, no extremo leste do país, disseram que o alerta de tsunami havia sido suspenso.

  • Perigo atenuado: Alertas de tsunami foram reduzidos ou retirados após terremoto na Rússia
  • No extremo oriente: Vulcão entra em erupção após terremoto na Rússia

No Japão, ondas de até 1,3 metro atingiram a ilha de Hokkaido e a costa nordeste, incluindo as províncias de Iwate e Miyagi. A Agência Meteorológica do Japão emitiu alertas para 21 prefeituras costeiras e ordenou a retirada de cerca de 1,9 milhão de pessoas. A estação pública NHK interrompeu a programação para instruir moradores a se afastar do litoral.

Mais tarde, o alerta foi reduzido para uma ampla faixa do arquipélago, embora as advertências para as áreas do norte tenham sido mantidas sem alterações. O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, pediu que a população mantenha a vigilância, alertando que “a segunda, terceira e quarta ondas podem ser muito maiores”.

O país tem histórico de tsunamis devastadores. Em 2011, um terremoto de magnitude 9 gerou ondas de quase 40 metros que destruíram cidades costeiras e mataram mais de 20 mil pessoas, além de provocar o desastre nuclear em Fukushima.

Nos Estados Unidos, o Havaí registrou ondas de 1,2 metro durante a madrugada. O governador Josh Green declarou estado de emergência e ordenou a retirada de moradores das zonas costeiras, afirmando que “as ondas vão contornar todas as ilhas”. Na Califórnia, sirenes soaram em Crescent City, onde havia previsão de ondas de até 1,7 metro. O Alasca e o Oregon também emitiram ordens de retirada em áreas de risco.

Mais tarde, o alerta de tsunami para o Havaí foi rebaixado, e as ordens de retirada foram suspensas. O Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico alertou, no entanto, que ainda podem ocorrer correntes e ondas anormalmente fortes próximas à costa e aos portos, afirmando que “as autoridades estão avaliando os danos” e que as áreas costeiras não foram reabertas.

  • Dança das placas tectônicas: Estudo mostra movimentos que provocaram separação dos continentes em 1 bilhão de anos

Chile, Peru, Equador — incluindo as Ilhas Galápagos — e países da América Central emitiram alertas e orientaram retirada preventiva. No México, a Marinha avisou que ondas de até 1 metro poderiam atingir a costa. Em Guam, na Micronésia e em outras ilhas do Pacífico Central, autoridades emitiram alertas preventivos e suspenderam atividades portuárias.

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