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novembro 5, 2026
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Erika Januza fala do final de 'A nobreza do amor', da nova temporada de 'Arcanjo renegado' e da fase solteira

Por · novembro 5, 2026
Erika Januza fala do final de 'A nobreza do amor', da nova temporada de 'Arcanjo renegado' e da fase solteira


No ar na reta final de “A nobreza do amor”, Erika Januza estará também na nova temporada de “Arcanjo renegado”, que estreia no próximo dia 12. A atriz fala da produção do Globoplay, que já está em sua sexta temporada:
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— Essa série é muito representativa em muitos aspectos de diversidade. Colocar mulheres em um lugar de poder e de destaque é um trabalho que “Arcanjo” faz desde o início. E eu sou muito feliz com a minha personagem também, porque ela é uma mãe de família, que sofria com as coisas que aconteciam ao redor dela, mas que não deixa a dor abatê-la e segue em frente. Ela me representa muito nesse lugar. “Ah, você está sofrendo, passando por isso e por aquilo.” Sim, mas eu vou engolir o meu choro e vou fazer. E vou fazer até melhor por causa desse choro. Além disso, a série está sempre fazendo muitas denúncias, sejam políticas ou sociais. Colocar o povo preto também como protagonista nesses lugares é muito importante, e não ficar só falando de racismo. Na nossa série, as questões sociais estão ali. Não precisa ficar falando. Acho que isso é uma coisa que a gente sonha muito: ter lugares de poder, de protagonismo, sem precisar ficar dizendo: “Sou preto, estou aqui”. Eu acho que tem que normalizar isso na cabeça das pessoas.
Na vida pessoal, a atriz passou por um término de relacionamento delicado. Ela e Arlindinho se separaram em julho, após cerca de nove meses juntos:
— Foi um período muito turbulento, mas agora estou bem, cuidando de mim. Às vezes o externo nos cobra um tempo, mas dentro da gente é outro tempo. Temos que aprender muito a respeitar o nosso tempo interno. Eu preciso estar bem de verdade, não só porque estão mandando eu ficar bem. Estou muito feliz de ter ficado esse período todo trabalhando muito, então a minha cabeça estava ocupada com muitas coisas que importavam. Isso ajudou.
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O fim do namoro foi envolto em polêmicas. Erika anunciou o término após a circulação de imagens que mostravam o cantor deixando uma casa de swing na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ela classificou a atitude como uma “irresponsabilidade emocional”. Aos 41 anos, ela conta como lida com a decepção amorosa:
— Não dá para dizer: “Ah, é melhor porque sou mais madura”. Não dá nem para dizer que você aprende a lidar, porque cada um termina de um jeito. E esse jeito foi muito desrespeitoso comigo enquanto ser humano, como pessoa. Mulher passa por muitas coisas assim e tem que dar a volta por cima. Mas não é normal ser desrespeitada nesse nível. É uma coisa de uma vida exposta. Não é uma dor que é só minha. A cada lugar em que eu paro, até hoje, eu tenho que ficar falando sobre isso. Então, é mais difícil digerir a coisa. Mas eu sobrevivi. E aqui estou, firme e forte. Isso foi um fragmento da minha vida. Isso não define a minha vida, define a outra pessoa. Foi uma tempestade na minha vida e, da mesma forma que chove um dia, no outro o sol sai. Meu sol já saiu.
A atriz, que interpreta a Rainha Niara, comenta sobre a expectativa para o desfecho da novela das 18h. O último capítulo vai ao ar nesta sexta-feira (6):
— Vai ser muito lindo. Acho que esse final, retornando à África, diz tanto sobre a gente ter a chance de voltar às nossas origens. E a forma como a novela termina abre possibilidades para um mundo de coisas. Para mim, essa foi uma novela que já fez história, porque mostrar a África como foi mostrado na TV é uma coisa nunca feita antes. E eu sou muito honrada e orgulhosa de ter feito parte disso. Então, abrir a possibilidade para essa história continuar é muito maravilhoso. Espero que ela amplie mesmo os horizontes para as pessoas contarem outros tipos de história, retratando o negro de uma forma diferente. Porque fomos retratados ali como a realeza que somos na nossa origem. Ver meninas negras se inspirando para fazer festas de aniversário, chamando-se de rainha, dizendo que é princesa… Isso é muito poderoso. A nossa construção de identidade tem que ser diferente, e a gente ainda pode fazer isso com a nossa próxima geração.
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