O imóvel onde funcionou um templo da religião tenrikyo, na Rua Beth Lago 200, no Recreio, dará lugar a uma filial da Escola Sá Pereira, que funciona há 78 anos na Zona Sul. O colégio atenderá crianças do berçário II (a partir de 1 ano) ao 9º ano do ensino fundamental a partir de 2027. A proposta pedagógica é baseada em projetos, pesquisa e arte-educação como forma de promover conhecimento acadêmico, autonomia, criatividade, pensamento crítico, colaboração, consciência ambiental e cidadania.
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A nova unidade terá período integral e imersão em inglês para todas as turmas: serão dez tempos por semana, em que o idioma estará incorporado aos projetos. O espaço está sendo adaptado para que diferentes ambientes contribuam para a aprendizagem: estão previstas áreas de convivência e espaços para artes, práticas corporais e esportes, em um ambiente que privilegie o contato com a natureza.
A sala de música da Escola Sá Pereira, no Recreio, será integrada a outras áreas
Divulgação/Sá Pereira
De acordo com a direção da Sá Pereira, a escola chega à Zona Sudoeste para atender as famílias em busca de projetos educacionais que combinem acolhimento, formação acadêmica, experiências culturais e conexão com o lugar onde vivem.
Um dos diferenciais do colégio construtivista é o agrupamento das crianças na educação infantil por critérios que vão além da idade.
— Na Sá Pereira, a diferença está em considerar, de forma complementar, outros aspectos importantes do desenvolvimento das crianças, como autonomia, vínculos, formas de interação, linguagem e percurso de aprendizagem. A composição das turmas é pensada com muito cuidado. A data de nascimento é um parâmetro objetivo e necessário, mas, no cotidiano escolar, também observamos como cada criança se relaciona, aprende e participa do grupo — afirma Helcio Alvim, diretor-geral da escola.
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O projeto arquitetônico aproveita estruturas existentes. A construção que abrigava o templo se tornará um auditório com 312 lugares, destinado a apresentações, formaturas, espetáculos e outras atividades.
— Em vez de apagar a história do lugar, o projeto preserva o que já existia e transforma essa memória em ambiente de aprendizagem — diz Alvim. — Para a Sá Pereira, a escola também forma pela maneira como organiza seus espaços, acolhe as crianças e os jovens e cria possibilidades de encontro, criação e convivência.
As artes terão destaque, com ambientes dedicados a diferentes atividades. A sala de música ficará em uma construção integrada às demais áreas da escola e próxima à sala de dança, para favorecer o diálogo entre som, corpo, movimento e expressão artística. A escola entende as artes como parte do currículo e formas de conhecimento, expressão e ampliação de repertório, em vez de meras atividades complementares.
O mesmo acontece com a natureza, que serve às experiências pedagógicas. A unidade terá áreas verdes conectadas a ambientes como parques infantis, quadra poliesportiva coberta e espaço esportivo de areia. Um deque dará acesso a um bosque com horta e árvores frutíferas, onde os estudantes poderão participar de experiências de plantio e observação. O que for cultivado poderá ser usado em atividades na cozinha experimental, unindo educação ambiental, preocupação com alimentação saudável e investigação científica em situações concretas.
A rotina incluirá almoço preparado por uma empresa especializada, com supervisão de nutricionista. A escola oferecerá ainda programação complementar, com práticas corporais, oficinas de arte e estudo dirigido.
*Esta reportagem é parte do Especial Educação do GLOBO-Barra publicado em 27/9
Escola Sá Pereira terá filial em terreno onde funcionou templo religioso no Recreio; estruturas serão aproveitadas
