“Quando eu decidi lançar a minha plataforma, a ideia não era copiar o OnlyFans, mas entender o que funcionaria no Brasil”, afirma Alexandre Peccin, empresário e veterano do mercado adulto digital. Para ele, a chave está em observar hábitos locais. “Aqui o Pix é essencial, o boleto ainda é usado e muita gente não tem cartão internacional. Se você ignora isso, deixa de fora uma parte enorme do público.”
- Conheça Ruivinha de Marte: de influenciadora a fisiculturista após transformar o corpo
- Não é botox: Jennifer Aniston revela o que realmente a faz envelhecer bem
Peccin reconhece que a comissão da TopFans é de 20%, a mesma do OnlyFans, mas reforça que a diferença está no sistema de recebimento. “Lá fora o processo é cheio de burocracia e demora mais para o dinheiro chegar. No Brasil conseguimos simplificar e dar mais agilidade, o que faz muita diferença para quem depende dessa renda”, explica.
O empresário também destaca outro aspecto que considera fundamental: o contato próximo com os criadores. “Temos suporte em português, disponível 24 horas, e fazemos questão de manter um diálogo direto. Muitos ainda estão descobrindo como transformar conteúdo em negócio, e essa troca constrói confiança”, diz.
Ele acrescenta que a cultura do público brasileiro também pede soluções próprias. “Enquanto no exterior celebridades e produções glamourosas chamam atenção, aqui o que atrai é autenticidade, o dia a dia, as situações reais”, analisa.
Para Peccin, esse é o ponto central que explica o crescimento diferente da plataforma. “Não quero competir em escala global. Quero que aqui no Brasil as pessoas sintam que estão em um espaço feito para elas”, conclui.