Theodoro Cochrane estará com a mãe, Marília Gabriela, novamente nos palcos. Os dois vão estrear uma nova temporada da peça “A Última Entrevista de Marília Gabriela” em São Paulo. O ator fala do espetáculo que aborda a relação entre mãe e filho.
- E mais: André Rizek fala da cobertura da Copa do Mundo de Clubes, do casamento com Andréia Sadi e dos filhos gêmeos do casal
- Leia também: Pai fala da morte do ator Thommy Schiavo, que estará em ‘Guerreiros do Sol’, e conta como ficou relação com a nora e a neta
— É uma peça que acreditamos ser eterna por ser um tema tão universal. Fala das relações humanas além da relação primitiva entre mãe e filho. Traz temas como autoaceitação, envelhecimento e morte de maneira leve, mas em alguns momentos pode ser mais forte. É uma peça de serviço mesmo, para reavaliar a vida de ambas as pessoas e rever posicionamentos. Por onde passamos é muito bem recebida, as pessoas participam. Elas riem, choram. É quase uma terapia coletiva que instauramos com o público — comenta.
Filho mais novo da apresentadora, que também é mãe de Christiano Cochrane, o ator fala da relação com ela além dos palcos:
— A vida inteira fui conhecido como filho da Marília Gabriela, afinal ela é um ícone. É difícil ter uma identidade própria. Estive com minha mãe em público desde os anos 80, quando ela tinha que parar para dar autógrafos. Não entendia muito o que era ser uma pessoa famosa, o que me causava um pouco de sofrimento. Respondo a vida toda como é ser filho da Marília Gabriela. Digo que não sei como é não ser. É uma experiência que me dá orgulho e já me causou sofrimento por não ser visto além desse rótulo. Trabalhar com ela aos 46 anos é uma chance de rever nossa vida honestamente — afirma.
A volta da peça ocorre após a jornalista afirmar que se aposentou da TV. O ator conta que a mãe não sente mais vontade da antiga rotina:
— Minha mãe quer aposentar de tudo. Ela tem 77 anos, está cansada e no direito dela. Ela faz o que dá prazer. Não quer dar mais entrevistas, não quer mais TV. Não tem paciência. Quer curtir sua vida, ler livros e ficar em casa. Ela escolheu a calmaria.
Nos últimos anos, Theodoro resolveu explorar seu lado apresentador. Criou o podcast “Theorapia”:
— Durante a pandemia, repensei minha vida no isolamento. Eventualmente já era repórter convidado, o que me deu gosto pela entrevista. Após os 40, não virei o ator idealizado. Sou ótimo ator, mas repensei e fui para a entrevista. Cresci com uma mãe que estudava muito para suas entrevistas. Criei meu canal e tive um retorno imediato que nunca tive como ator. Toda comparação acabou sendo positiva. Gosto e me dá prazer.
Um tema que ele gosta de abordar é saúde mental, já que tem diagnóstico de depressão:
— Falo abertamente sobre isso, acho que há muito preconceito. Falo sobre autopercepção e distúrbios de maneira humana, sem intenção de diagnóstico, mas para dar visibilidade. Mostra que não estamos sozinhos. Se não temos cura, podemos ter tratamento e ajuda mútua na autodescoberta.
- TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp
Além de ator e apresentador, Cochrane é figurinista:
— Espero que meu principal sustento seja atuar, mas é instável. Minha fonte constante de renda é ser figurinista. Não é todo mundo que sabe disso. Já fiz 60 figurinos de teatro. Também sou DJ, mas virou hobby. Não era saudável para mim. Vida noturna envolve bebida e me deixava meio doido. Na TV, quero retornar, mas ela não me quis. Tento há muito tempo, mas aos 46 anos, cansa. Faço testes, mas com um pé atrás.

