Autoridades da prefeitura da Cidade do México removeram duas esculturas de Fidel Castro e Ernesto “Che” Guevara de um parque público, alegando que sua localização era irregular, o que provocou uma reação da presidente Claudia Sheinbaum nesta quinta-feira. As estátuas de bronze representavam o falecido presidente cubano e líder guerrilheiro argentino sentado em um banco na capital. Elas foram originalmente colocadas em 2018, quando a prefeitura era governada pelo Morena, o partido de esquerda do qual Sheinbaum é filiada.
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A efígie de ambos os líderes é conhecida como “Monumento do Encontro” e estava localizada em um parque no bairro central de Tabacalera, parte da prefeitura de Cuauhtémoc.
“A escultura foi colocada pela primeira vez em 2018 sem a devida autorização”, disseram as autoridades deste distrito, atualmente governado por uma coalizão de centro-direita, em um comunicado na quarta-feira.
As peças ficarão armazenadas até que “destino final” seja determinado. Indagada sobre a decisão, a presidente propôs que a prefeitura de Cuauhtémoc e o governo da Cidade do México — atualmente liderado por Morena — conversem e definam um novo local para as esculturas.
“É um monumento histórico, independentemente de se concordar ou discordar de uma figura ou outra. Se [a prefeitura] não quiser este monumento, ele deve ser transferido para outro lugar, e ponto final”, disse Sheinbaum durante sua coletiva de imprensa matinal.
Por sua vez, o embaixador cubano no México, Marcos Rodríguez, afirmou nesta quinta-feira na rede social X que “a verdadeira Revolução não é feita de pedra ou bronze”. As esculturas foram vandalizadas em 2021, quando duas pessoas jogaram tinta branca nelas.
Outros monumentos que adornam a Cidade do México, com 9,2 milhões de habitantes, já geraram polêmica nos últimos anos. Em 2020, uma estátua de Cristóvão Colombo, localizada no Paseo de la Reforma, uma das avenidas mais importantes da capital, foi removida por Sheinbaum, quando ela era prefeita da capital (2018-2023), para substituí-la pela efígie de uma mulher indígena.
Vários grupos feministas renomearam o local do monumento para “Glorieta de las Mujeres que Luchan” (Rotatória das Mulheres que Lutam) para denunciar a violência contra as mulheres no México.