O Pentágono anunciou nesta quinta-feira a adjudicação de um contrato de US$ 24,4 bilhões (cerca de R$ 127,5 bilhões) à fabricante de armamentos Raytheon para acelerar a produção de mísseis SM-6, enquanto Washington trabalha para repor a grande quantidade de munições utilizadas na guerra contra o Irã. Os mísseis são uma “munição vital para a guerra antiaérea e antissuperfície. Este acordo de cinco anos, com dois anos adicionais opcionais, permitirá uma produção mais rápida”, afirmou o Pentágono em um comunicado.
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O acordo “proporciona à indústria de defesa a previsibilidade de longo prazo necessária para ampliar a capacidade da força de trabalho e assegurar cadeias de suprimentos críticas”, acrescentou. O presidente Donald Trump ignorou, até o momento, as perguntas sobre o forte impacto que a guerra contra o Irã teve nas reservas de munições americanas — um conflito iniciado pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro.
No entanto, o inspetor-geral do Departamento de Defesa afirmou no mês passado que “o consumo de munições […] provocou escassez estratégica de estoque e evidenciou gargalos na base industrial para o reabastecimento de munições”.
A Raytheon descreveu seu míssil SM-6 como uma “arma comprovada em combate”, tendo sido lançado “com sucesso a partir de várias plataformas navais da Marinha dos EUA e de lançadores em terra”, segundo um comunicado divulgado na quarta-feira.
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Teerã continua no controle do estratégico Estreito de Ormuz, mais de sete meses após os ataques iniciais dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica, enquanto Washington mantém um bloqueio aos portos iranianos.
Trump disse a seus assessores que espera retomar os bombardeios contra o Irã por volta do final de novembro, informou o Wall Street Journal, o que prepararia o terreno para novos ataques iranianos e um maior consumo de munições americanas.
EUA anunciam contrato de US$ 24,4 bi para acelerar fabricação de mísseis: 'Munição vital'
