Os Estados Unidos anunciaram, nesta segunda-feira, uma ajuda de US$ 15,5 milhões (aproximadamente R$ 79,1 milhões) à Colômbia após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu diferentes regiões do país e deixou mais de 100 mortos, dezenas de feridos e grandes danos. Segundo o Departamento de Estado americano, os recursos serão destinados a abrigos de emergência, alimentos, medidas de proteção e avaliação dos estragos provocados pelo tremor.
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A pasta também manifestou solidariedade ao povo colombiano e afirmou estar preparada para apoiar o governo do presidente Abelardo de la Espriella enquanto as necessidades das áreas atingidas são avaliadas.
Antes de o pacote de ajuda ser oficializado, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, já havia oferecido apoio à Colômbia. Segundo ele, o governo do presidente americano, Donald Trump, estava “monitorando de perto” a situação e preparado para prestar assistência ao país.
O secretário também orientou cidadãos americanos que estejam na Colômbia a se cadastrarem no site do Departamento de Estado e a acompanharem as redes sociais da Embaixada dos EUA em Bogotá para receber assistência e informações oficiais.
Países oferecem ajuda
A ajuda americana faz parte de uma série de manifestações internacionais de apoio à Colômbia após o terremoto.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que o país prestará o apoio necessário ao povo colombiano e se colocou à disposição para auxiliar nas operações de resposta à emergência.
O Equador também anunciou o envio de equipes para ajudar nos trabalhos de resgate. O presidente equatoriano, Daniel Noboa, informou que 47 resgatistas, cães de busca e equipamentos especializados seriam enviados à Colômbia para auxiliar na localização de possíveis sobreviventes.
A União Europeia, por sua vez, colocou à disposição da Colômbia o sistema de monitoramento por satélite Copernicus, que pode ser utilizado para apoiar as operações de busca e avaliar os danos provocados pelo terremoto.
Em comunicado, o governo de Israel também disse estar “pronto para ajudar a Colômbia de todas as formas necessárias”. A manifestação ocorre após um período de relações tensas entre Bogotá e o governo israelense durante a gestão do ex-presidente colombiano Gustavo Petro.
O Brasil também manifestou solidariedade à Colômbia e ofereceu apoio para as ações de resposta ao desastre.
Em comunicado, o Itamaraty afirmou que acompanha “com atenção” os esforços de busca e assistência às populações afetadas e declarou estar disposto a colaborar, dentro de suas capacidades, com as autoridades colombianas.
O governo brasileiro também informou que, até o momento, não há informações sobre cidadãos brasileiros entre as vítimas do terremoto.
“O Brasil permanece à disposição da Colômbia para prestar o apoio necessário”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em publicação no X.
O terremoto de magnitude 7,4 ocorreu às 7h34 no horário local, com epicentro próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó, no oeste da Colômbia. O tremor ocorreu a uma profundidade de aproximadamente 100 quilômetros e foi sentido em cidades como Cali e Bogotá.
O governo colombiano declarou situação de desastre nacional após o terremoto, enquanto equipes de emergência, bombeiros e grupos especializados continuam trabalhando nas áreas atingidas. Com o avanço das operações de busca e a avaliação dos danos, o número de vítimas e a dimensão da destruição ainda podem aumentar.

