O Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou na tarde deste domingo a morte de um militar do país no Iraque, a terceira desde a retomada parcial dos bombardeios ao Irã e das retaliações iranianas contra posições americanas no Oriente Médio. No momento em que a Casa Branca parece próxima a abandonar de vez o memorando de entendimento firmado em junho com Teerã, a paciência dos eleitores nos EUA com a guerra é cada vez menor.
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Em comunicado divulgado neste domingo, o Centcom diz que o militar “foi morto em ação em 18 de julho durante uma detonação controlada de munições não detonadas de um drone de ataque unidirecional iraniano abatido” no norte do Iraque. O texto acrescenta que “um segundo membro das Forças Armadas ficou ferido e continua recebendo tratamento médico para um ferimento leve”.
No sábado, em paralelo aos ataques americanos contra o sul do Irã e dos mísseis e drones iranianos lançados contra países árabes, Teerã intensificou a ofensiva contra milícias curdas, contrárias à República Islâmica, baseadas no Iraque, perto da fronteira com o Irã. Em uma das ações, nos arredores de Erbil, oito guerrilheiros ficaram feridos, disse um dos grupos alvejados. Na sexta-feira, nove combatentes curdo-iranianos morreram em outra onda de mísseis, foguetes e drones. O Pentágono não detalhou se a morte do militar está ligada aos ataques contra os curdos.
O anúncio do Centcom neste domingo aumenta para 16 o número de militares americanos mortos desde o início da “Operação Fúria Épica”, no final de fevereiro. Até agora, não há sinais de que as baixas provocarão mudanças no planejamento do Pentágono: no sábado, na primeira declaração após a confirmação das mortes de dois militares em uma base aérea na Jordânia, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse que “o sacrifício deles apenas fortalece a nossa determinação”.
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Ao anunciar a ofensiva em fevereiro, Donald Trump parecia esperar uma vitória fácil, talvez similar à sua intervenção para prender o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no início de janeiro. Mas os efeitos de segurança e econômicos, aliados à falta de um objetivo claro para a operação militar, contribuíram para fazer desta uma das guerras mais impopulares da História recente do país.
Na semana passada, uma pesquisa Washington Post/Ipsos revelou que apenas 28% dos americanos consideram que essa é uma guerra que vale a pena ser travada, contra 68% que não concordam com ela. Apenas 33% acreditam que a ofensiva vai impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear (um dos argumentos centrais de Trump) e 37% creem que um eventual acordo com Teerã será pior do que o firmado em 2015 por Barack Obama e rasgado por Trump três anos depois.
Sobre o presidente, sua aprovação geral é de 37%, mas a pesquisa destaca que o número de americanos que o apoiam incondicionalmente é bem menor, apenas 15% dos entrevistados. Um cenário preocupante a pouco mais de eleições legislativas que devem definir seus últimos dois anos na Casa Branca.

