Os Estados Unidos impuseram sanções ao Tribunal Penal Internacional (TPI) nesta sexta-feira e prometeram paralisar as atividades da Corte, poucas horas depois de o Prêmio Nobel da Paz ser concedido à jurista sul-africana Navi Pillay, ex-juíza do tribunal. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou que Washington vai proibir transações com o TPI, que classificou como “desonesto”, numa escalada da campanha do presidente Donald Trump contra a Corte.
“Ou o TPI põe fim às suas ameaças, ou nós poremos fim ao TPI”, afirmou Rubio em comunicado.
O tribunal rejeitou as sanções e afirmou que a medida constitui “um ataque ao Estado de direito e aos próprios fundamentos da ordem jurídica internacional, ao questionar o princípio fundamental de que ninguém está acima da lei”. “A história julgará este momento”, disse a Corte, também em comunicado.
Pillay, de 85 anos, presidiu a comissão de investigação da ONU sobre os territórios palestinos que, em setembro do ano passado, concluiu que Israel cometia genocídio em Gaza, conclusão rejeitada pelo governo israelense. Ao anunciar o prêmio, o Comitê Norueguês do Nobel afirmou que uma mudança global em direção à “política de poder” tem minado o respeito ao direito e à Justiça, e que a escolha era “uma mensagem aos que o estão atacando”.
Em atualização
EUA sancionam Tribunal Penal Internacional após Nobel da Paz para ex-juíza, e Corte reage: 'A história julgará este momento'
