Eu já fui tantas vezes à Amazônia que perdi a conta. Da primeira vez que desembarquei em Manaus, num tempo que o ar-condicionado do recém-inaugurado Hotel Tropical era a grande atração da cidade, descobri que as pernas suam: entre a saída do avião e os últimos degraus da escada (na época, finger era uma ideia futurista) os meus jeans ficaram encharcados. Outra vez, em Parintins, eu estava passeando na hora do almoço e, de repente, tive uma experiência dissociativa: saí do corpo e vi a mim mesma no meio da rua. Em Xapuri o ar-refrigerado da pensão estava quebrado, não havia nem outro quarto nem ventilador disponível e, de puro desespero, molhei o lençol na pia para tentar dormir. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

