O ex-mergulhador britânico Freddie Woodward revelou que enfrentou um grave vício em pornografia enquanto vivia o melhor momento de sua carreira esportiva, período em que representou a Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.
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Hoje com 30 anos e aposentado das competições, Woodward contou que chegou a acessar sites de conteúdo adulto até dez vezes por dia, comportamento que, segundo ele, afetou sua rotina, seus relacionamentos e sua saúde mental.
Antes de disputar a Olimpíada, o atleta era considerado uma das promessas dos saltos ornamentais britânicos. Ainda aos 20 anos, já havia conquistado medalhas de prata e bronze em competições internacionais, disputado os Jogos da Commonwealth, o Campeonato Europeu e treinado ao lado de nomes como Tom Daley e Jack Laugher.
Por trás dos resultados, porém, escondia uma dependência que começou ainda na infância.
Em entrevista à BBC, Woodward afirmou que teve o primeiro contato com pornografia aos 11 anos e, menos de um ano depois, já consumia conteúdos considerados mais extremos.
— Sou da primeira geração a ter acesso à pornografia em internet de alta velocidade. Percebi que tinha um problema quando precisava estudar. Sempre que sentava para fazer os deveres ou revisar para as provas, tudo o que eu queria era abrir esses sites — afirmou.
Segundo o ex-atleta, a pornografia se tornou um mecanismo de compensação emocional.
— Se eu tivesse um treino ruim, era sempre a isso que eu recorria.
Fotos íntimas vazaram
Woodward também revelou que, durante o período de maior dependência, passou a enviar fotos nuas para desconhecidos pela internet em busca de novas emoções.
As imagens acabaram sendo divulgadas sem sua autorização, episódio que contribuiu para o fim de seu relacionamento na época.
Após se aposentar do esporte, o britânico afirmou que conseguiu superar o vício interrompendo completamente o consumo de pornografia, estratégia conhecida como “cold turkey”, que consiste em abandonar o hábito de forma imediata, sem redução gradual.
O relato de Woodward ocorre em meio ao aumento da preocupação de especialistas com o uso problemático de pornografia.
Dados citados pela BBC indicam que cerca de 82% dos homens afirmam consumir pornografia regularmente, enquanto aproximadamente um terço relata ter tido o primeiro contato com esse tipo de conteúdo antes dos 15 anos.
Entre as mulheres, o consumo também cresceu. Segundo levantamento da YouGov, cerca de metade das britânicas entrevistadas afirmou já ter assistido a conteúdo adulto em algum momento da vida.

