O ex-comandante da Aeronáutica Carlos de Almeida Baptista Junior negou, em publicação na rede social X neste sábado, que tenha feito campanha para a reeleição do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT). A postagem é uma resposta à entrevista concedida por Flávio Bolsonaro (PL) à TV Globo, na qual o senador afirmou que o militar pede votos para o petista. Baptista Junior classificou a declaração de Flávio como uma “leviandade”.
Na entrevista, Flávio Bolsonaro foi questionado pelo jornalista César Tralli sobre as declarações de Baptista Junior e do general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, a respeito de um risco de golpe de Estado e da apresentação de uma minuta golpista em reunião com Jair Bolsonaro. Flávio respondeu que as declarações partiram de uma pessoa que hoje pede voto para Lula e classificou o brigadeiro como parcial em relação a Jair Bolsonaro.
O brigadeiro Baptista Júnior disse que houve risco iminente de golpe de Estado e pressões para que militares aderissem a uma ruptura institucional. O general Freire Gomes confirmou que a minuta do golpe foi apresentada e discutida em reunião com Jair Bolsonaro. Como o senhor avalia essas declarações dos comandantes do Exército e da Aeronáutica? Isso não é grave?” Flávio Bolsonaro – “Não, não é grave, porque está partindo de uma pessoa como esse comandante da Aeronáutica, que hoje está pedindo voto para o Lula. Uma pessoa completamente parcial para falar sobre o presidente Bolsonaro
Não, não é grave, porque está partindo de uma pessoa como esse comandante da Aeronáutica, que hoje está pedindo voto para o Lula. Uma pessoa completamente parcial para falar sobre o presidente Bolsonaro
Na postagem no X, Baptista Júnior considerou que Flávio foi leviano e afirmou que o candidato do PL fugiu da responsabilidade de responder ao questionamento feito na entrevista. O militar disse ainda que desconhece a origem da afirmação de Flávio Bolsonaro.
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O ex-comandante acrescentou que seu livro, “Eu disse não! Uma trincheira antigolpista”, e seu testemunho no STF não tiveram relação com Flávio. “Talvez seja prudente aguardar, ler o livro e refletir, antes de outra entrevista”, escreveu o brigadeiro.

