Lara Rodrigues viveu Narizinho na segunda versão de “O sítio do picapau amarelo”, que acaba de chegar ao catálogo do Globoplay. Ela conta que se surpreendeu com a repercussão do retorno da atração:
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— Eu não sabia de nada, estava vivendo a minha vida e o Instagram começou a pipocar. Logo depois vi que o programa tinha entrado no Globoplay. Está sendo muito divertido, vi vídeos engraçadíssimos das pessoas fazendo comentários e memes. O “Sítio” ficou muito tempo indisponível.
Atualmente com 35 anos, Lara tinha 10 quando estreou no seriado. Ela comenta como foi lidar com a exposição pública na época:
— Ficar famosa é a coisa mais esquisita de todas. Um dia você é uma pessoa normal e no outro te reconhecem na rua. Eu lembro da estranheza de não ser mais anônima. Mas virar atriz foi muito natural, eu sempre gostei e pedia para a minha mãe para fazer curso de teatro. Apesar da carga horária grande de um programa diário, era muito lúdico e divertido. Brincávamos com as fantasias e corríamos pelo espaço.
Sobre os colegas de elenco, a atriz diz que eles não mantêm um contato frequente, mas guardam muito carinho entre si:
— Éramos crianças, não tínhamos o controle das relações como temos quando somos adultos. Mas toda vez que esbarro em qualquer situação com as pessoas que fizeram parte dessa história, como a Isabelle Drummond, o César Cardadeiro e o Cândido Damm, é uma festa. Tenho um carinho enorme por todos eles. A minha mãe fala com a mãe da Isabelle mais do que eu falo com a própria Isabelle. Existe esse lugar de termos sido crianças juntas.
Mais de uma década afastada da TV como atriz, ela continua ativa no audiovisual, mas acabou migrando para a direção. Ela é dona de uma produtora:
— Por ser atriz, comecei a me interessar pelos bastidores. O caminho para a direção foi muito natural. Hoje tenho uma produtora e trabalho mais com publicidade do que com dramaturgia. A direção de atores é a parte que eu mais gosto e onde mais me encontro. Comecei a migrar para trás das câmeras ainda muito nova, com uns 18 anos.
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Lara se tornou mãe de Tom há um ano e seis meses. O menino é fruto do seu relacionamento com o cinegrafista Lui Azevedo. Ela conta como a maternidade mudou a sua vida:
— Eu amo ser mãe. É aquela montanha-russa maluca, mas ao mesmo tempo é encantador. Ele está na fase de aprender a falar e se encantar com tudo pela primeira vez. É mágico e muito cansativo. Eu faço questão de estar com o meu filho, então organizo toda a minha agenda para poder ser mãe também. No audiovisual e na publicidade as diárias são longas, mas dou um jeito de estar presente todo dia. Tem sido a maior e melhor loucura da minha vida. Tenho vontade de ter mais um filho. Sei do trabalho que dá e que com dois a dinâmica muda completamente, mas está nos planos.
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