As importações de carne bovina do Brasil atingiram 90% da cota estabelecida para 2026 no âmbito das medidas de salvaguarda aplicadas ao produto, de acordo com um comunicado publicado pelo Ministério do Comércio da China na segunda-feira.
A China considera que entraram de janeiro até agora 995,4 mil toneladas de carne bovina in natura proveniente do Brasil. A cota é de 1,106 milhão de toneladas com tarifa de 12%.
Se ultrapassar o volume de toneladas autorizado para este ano, uma tarifa adicional de 55% será aplicada às importações três dias após o limite máximo ser atingido. Com a tarifa de 55% sobre quaisquer volumes adicionais, o esgotamento da cota provavelmente levará o comércio do Brasil com a China a uma paralisação.
“A carne bovina importada do Brasil sob as medidas de salvaguarda atingiu 90% da quantidade estipulada pelo Ministério do Comércio no Anúncio nº 87 de 2025, em 10 de agosto de 2026. De acordo com o Anúncio nº 87 de 2025, a partir do terceiro dia após a quantidade de carne bovina importada atingir 100% da quantidade estipulada (inclusive), será imposta uma tarifa adicional de 55% sobre a alíquota tarifária já aplicável”, diz o comunicado publicado pelo Ministério do Comércio da China (Mofcom, na sigla em inglês).
A salvaguarda entrou em vigor em janeiro deste ano e estabelece cotas específicas para os principais fornecedores de carne bovina da China. A medida tem como objetivo proteger a produção doméstica chinesa diante do aumento das importações. Isso levou frigoríficos brasileiros a acelerar o envio de produtos para os portos da nação asiática.

