O ministro Edson Fachin fez uma homenagem à ministra Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar (STM), durante a COP. Em um evento sobre o Poder Judiciário e a sustentabilidade, ele ao fazer a nominata dos integrantes da mesa, disse:
— Cumprimento a ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, ministra me permita dizer que se vossa excelência nascesse novamente se chamaria, por certo, Maria Elizabeth Guimarães Teixeira “Coragem” da Rocha. Receba nossos cumprimentos e o reconhecimento. E em nome de vossa excelência cumprimento também todas as mulheres que se colocam nessa frente de também estabelecer limites e respeitar a memória e a verdade na História do país.
Na COP, Fachin faz homenagem à presidente do Superior Tribunal Militar (STM)
A ministra, presidente do Superior Tribunal Militar, na cerimônia que lembrou os 50 anos do assassinato de Vladimir Herzog pediu perdão à família de Vladimir Herzog e as de todos os que foram torturados e mortos em defesa da democracia. A fala da ministra gerou reação interna no STM. O ministro Carlos Augusto Amaral de Oliveira, tenente-brigadeiro da FAB e membro da Corte, disse que ela não falava em seu nome, e a ofendeu mandando-a “estudar mais”.
Hoje em Belém o presidente do Supremo a desagravou e foi seguido pelo presidente do TS,T Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, que disse que ela “traduz a esperança de toda a sociedade brasileira por um novo tempo do Judiciário, um Judiciário transparente, que realmente atenda aos interesses da sociedade brasileira”.
Nunca houve no Brasil, como se sabe, um reconhecimento por parte das Forças Armadas do crime cometido nos quarteis, nas torturas e assassinatos. Por isso, a fala da ministra Elizabeth, como presidente do Superior Tribunal Militar, foi um ato importante.

