O falso médico Diogo dos Santos Serpa, de 42 anos, foi preso em flagrante nesta quinta-feira, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Contratado por uma empresa de home care, o suspeito foi detido por policiais da 63ª DP (Japeri) durante o atendimento domiciliar de uma criança de 10 anos, portadora de um tumor cerebral de crescimento rápido. Segundo a polícia, no momento da prisão, Diogo usava um crachá e um receituário em nome de um profissional de saúde.
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De acordo com a polícia, desde outubro de 2025, o suspeito vinha comparecendo reiteradamente à residência da criança, apresentando-se como o médico responsável pelo atendimento domiciliar da paciente. Ao longo de pelo menos seis atendimentos, ele prescreveu medicamentos, solicitou exames e emitiu encaminhamentos médicos em nome de um profissional, sem possuir qualquer formação ou habilitação para exercer a medicina.
Diego foi preso por exercício ilegal da medicina
Reprodução Pcerj
Ainda segundo os policiais, ele submeteu a vítima a risco real e concreto de dano irreversível à saúde, diante da possibilidade de prescrições inadequadas, subdosagem, superdosagem ou interação medicamentosa indevida em um quadro oncológico pediátrico de alta complexidade.
A suspeita contra o falso médico surgiu quando a mãe da criança, estranhando as prescrições recebidas, consultou o cadastro do Conselho Regional de Medicina e constatou que a fotografia vinculada ao CRM utilizado aparentemente não correspondia ao homem que frequentava sua casa. A família procurou a 63ª DP, e uma equipe da delegacia se deslocou até Nova Iguaçu, onde Diogo realizava um atendimento domiciliar.
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Ao ser chamado pelo nome do médico que constava no receituário, ele respondeu aos policiais, sendo então preso em flagrante. Com ele, os agentes também encontraram carimbos e receituários em nome de um segundo médico. O material foi apreendido e levado para a 63ª DP. Na unidade, o suspeito foi autuado em flagrante pelos crimes de exercício ilegal da medicina, uso de documento falso, falsa identidade, estelionato e por expor a vida ou a saúde de outrem a perigo.
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A Polícia Civil vai investigar agora se o suspeito também apresentou documentos falsos à empresa de home care que o contratou. Como Diogo teria informado ser estudante de Medicina, os investigadores também vão oficiar instituições de ensino para verificar se ele chegou a estudar em alguma universidade. Os agentes da 63ª DP trabalham com a hipótese de que o preso tenha sido responsável por uma série de atendimentos irregulares.
Segundo a polícia, o suspeito já foi investigado anteriormente por falsidade ideológica, peculato e furto de medicamentos.
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