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Família de Charlie Kirk culpa universidade em notificação judicial

A família de Charlie Kirk responsabilizou autoridades da Utah Valley University (UVU) e o estado de Utah por supostas falhas de segurança que teriam contribuído para o assassinato a tiros do ativista político conservador, em setembro de 2025. A acusação consta de uma notificação de responsabilidade civil por morte apresentada pelos advogados da família, que […]

Família de Charlie Kirk culpa universidade em notificação judicial


A família de Charlie Kirk responsabilizou autoridades da Utah Valley University (UVU) e o estado de Utah por supostas falhas de segurança que teriam contribuído para o assassinato a tiros do ativista político conservador, em setembro de 2025. A acusação consta de uma notificação de responsabilidade civil por morte apresentada pelos advogados da família, que antecipa um possível processo judicial, de acordo com informações publicadas pelo jornal The Guardian.
Segundo o documento, as autoridades da universidade teriam tomado uma série de “decisões imprudentes” que deixaram Kirk exposto a um atirador posicionado no telhado de um prédio. O disparo fatal foi feito a mais de 122 metros de distância, em 10 de setembro de 2025, enquanto o influenciador, então com 31 anos, participava de um evento no campus, em Orem, diante de cerca de 3 mil pessoas.
A notificação, assinada pelo advogado D. Loren Washburn, afirma que “o risco de um atirador em um telhado deveria ter sido uma preocupação prioritária”. O documento cita o atentado contra Donald Trump ocorrido em julho de 2024, na Pensilvânia, quando um atirador também disparou de um telhado durante um evento de campanha presidencial. Washburn descreveu Trump como um “amigo próximo e aliado político” de Kirk.
Falhas de segurança
Os advogados da família alegam que a universidade não realizou uma avaliação de risco adequada antes de autorizar o evento e não estabeleceu um perímetro de segurança. Também apontam a ausência de medidas como revistas de bolsas, detectores de metais e drones para monitorar os telhados.
A equipe policial do campus também estaria abaixo dos níveis recomendados para uma instituição daquele porte, segundo a acusação. A família afirma ainda que não houve coordenação suficiente com as forças de segurança locais e que não havia equipes de socorro imediatamente disponíveis.
Após ser baleado, Kirk foi levado a um hospital próximo em um veículo particular, em vez de uma ambulância.
“Tragicamente, as partes ligadas à UVU não adotaram nenhuma dessas medidas de segurança providências que apenas elas tinham autoridade para tomar, resultando em uma situação que deixou o Sr. Kirk indefeso diante de seu assassino”, escreveu Washburn.
Uma análise realizada pela agência de notícias Associated Press após o tiroteio apontou que a universidade não havia adotado algumas medidas de segurança pública utilizadas em eventos de grande porte em outras partes dos Estados Unidos.
Após o ataque, o chefe da polícia da universidade, Jeffrey Long, afirmou que seis policiais estavam presentes no evento e trabalhavam em coordenação com os oito integrantes da equipe de segurança privada de Kirk. A UVU informou posteriormente que ampliaria seu efetivo policial.
Notificação antecede possível processo
O documento foi datado de 9 de setembro, um dia antes do aniversário de um ano da morte de Kirk. Trata-se de uma etapa exigida pela legislação de Utah antes que a família possa apresentar uma reclamação formal ou iniciar uma ação judicial.
A notificação cita a UVU, sua então presidente, Astrid Tuminez, o departamento de polícia do campus, Jeffrey Long, e o estado de Utah. O documento não especifica quais tipos de indenização a família pretende buscar.
Em comunicado, a porta-voz da universidade, Sharon Turner, afirmou que a instituição tinha conhecimento da notificação.
— Nosso foco continua sendo apoiar a comunidade do nosso campus — disse Turner.
Já Procuradoria-Geral de Utah informou ao The Guardian que não comenta possíveis litígios.
Acusado de matar Kirk
Tyler Robinson, morador de Utah, se apresentou às autoridades um dia após o assassinato e foi acusado de homicídio qualificado. Em caso de condenação, ele pode ser sentenciado à pena de morte.
Os promotores afirmam que Robinson teria dito à companheira que “não aguentava mais o ódio dele [Kirk]”. Em julho, durante uma audiência preliminar, a promotoria apresentou o que classificou como provas contundentes contra o acusado.
Entre os elementos citados estão imagens de câmeras de segurança que mostram Robinson no campus, exames de DNA que, segundo os investigadores, o ligam a um fuzil encontrado perto do local do crime e um bilhete manuscrito que ele teria deixado para a companheira.
— Tive a oportunidade de eliminar Charlie Kirk e a aproveitei — dizia o bilhete, segundo a promotoria.
Em 1º de setembro, um juiz determinou o prosseguimento do processo contra Robinson em direção ao julgamento. Até a quarta-feira em que a notificação da família foi divulgada, a data do julgamento ainda não havia sido definida.
Os pais de Kirk, Robert e Kathryn Kirk, e sua viúva, Erika Kirk, acompanharam as audiências.
De acordo com o veículo, o legislação de Utah permite que herdeiros ou representantes legais de pessoas mortas ingressem com ações para buscar indenização quando a morte é atribuída a ato ilícito ou negligência. A notificação apresentada pela família não detalha, porém, quais valores ou tipos de indenização serão eventualmente solicitados.

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Autor

BRCOM