“Joga o seu leque para cima, bate leque, bate leque”, pediu insistentemente Pedro Sampaio ao público em frente do Palco Mundo, no Rock in Rio, na tarde deste sábado (12). Mas não precisava o DJ pedir: os fãs, homens e mulheres, já batiam os seus leques com força total no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste da capital fluminense. O item virou um grande símbolo em festivais, usado principalmente pela comunidade LGBTQIA+ e por mulheres.
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Rock in Rio 2026: acompanhe o festival em tempo real
— Virou um adereço importante em um festival, a gente como fã consegue emitir sons a partir dele. E ele levanta muito a comunidade LGBTQIA+. Aqui, vi muitas pessoas levantando os seus e batendo mesmo, conseguimos sentir toda a energia do momento — afirma o estudante Victor Gabriel, de 18 anos, que trouxe um leque rosa para a Cidade do Rock.
Fãs batem leque no Rock in Rio 2026
Alexandre Cassiano
Ao longo do tempo, o leque costumava ser muito mais associado ao público feminino. Mas, em shows de grande porte ou eventos como o Carnaval, o item tem sido usado especialmente por integrantes da comunidade gay, trans, e por pessoas que apoiam a causa.
Nesse sentido, no Rock in Rio, são vistos leques diversos: com uma estampa com cores sólidas, com as cores do arco-íris (cujas sete cores estão todas na bandeira LGBTQIA+), entre outras. Várias pessoas, especialmente por fãs de Pedro Sampaio e Demi Lovato, trouxeram o acessório de casa mesmo.
Fãs batem leques no Rock in Rio para sentir a ‘energia do momento’
Fabiano Rocha
Outros, entretanto, conseguiram um dos leques de cor amarela que foram distribuídos ainda antes do show de Pedro Sampaio pela Ipiranga, distribuidora de combustíveis. De acordo com a empresa, somente neste sábado, 30 mil foram entregues — nos sete dias de festival, 70 mil.
— Encontramos no show do Pedro Sampaio uma oportunidade muito natural, já que a interação com o público usando leques já faz parte das apresentações dele. É uma forma divertida de transformar um brinde em uma experiência coletiva — afirma Julio Sattamini, vice-presidente de Marketing e Desenvolvimento de Negócios da distribuidora. — O mais legal é justamente ver como um item tão simples consegue reunir todas as pessoas em um mesmo momento.
As amigas Monique Gomes, de 32 anos, e Isabel Teixeira, de 30, aproveitaram a ação da empresa e pegaram um dos leques distribuídos. Aliás, Monique, professrora inglês no Rio, já trouxe o acessório, que tem as cores da bandeira LGBTQIA+, de casa mesmo.
— Legal trazer primeiro porque eu sinto muito calor (risos), mas também por conta da energia que isso provoca. Muito bom ver todos entrando no clima e batendo os seus leques junto — conta ela, que se identifica bissexual. — Não é só na comunidade gay, mas as mulheres hétero, por serem melhor introduzidas nos nossos grupos, também se sentem muito confortáveis em bater o leque nos shows.
As amigas Monique Gomes, de 32 anos, e Isabel Teixeira, de 30, no Rock in Rio
Agência O Globo
Isabel mesmo é um exemplo dessas mulheres que passaram a usar o leque por influência dos amigos gays.
— Venho ao Rock in Rio desde 2013 e, sinceramente, (usar o leque) é melhor do que bater palma. Tem toda uma performance — diz ela.
E ela complementa, brincando:
— Não sou LGBT, mas sou uma “mulher viado” com certeza. Conheço a cultura pop e gay e me relaciono muito com tudo isso. Gosto de toda essa criatividade, são pessoas muito felizes. Adoro quando o dia é mais voltado aos artistas que abraçam a diversidade.
Fãs batem leques no Rock in Rio para sentir a 'energia do momento', e item ganha espaço entre gays e mulheres
“Joga o seu leque para cima, bate leque, bate leque”, pediu insistentemente Pedro Sampaio ao público em frente do Palco Mundo, no Rock in Rio, na tarde deste sábado (12). Mas não precisava o DJ pedir: os fãs, homens e mulheres, já batiam os seus leques com força total no Parque Olímpico, na Barra da […]