Gabriel Sater está vivendo o momento mais feliz da vida. Com 44 anos de idade (completados nesta quinta-feira, dia 27) e quase 25 de carreira musical profissional, está pela primeira vez em turnê com o pai, Almir Sater. O encontro inédito (intitulado “Pai e filho”) chega ao Rio esta sexta (28), no Qualistage — e ano que vem parte para o Carnegie Hall, em Nova York. Ele também está gravando um álbum com o maestro João Carlos Martins.
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— Estou na fase mais feliz e puxada da vida. A turnê com o meu pai está sendo um sonho, assim como foi (a novela) “Pantanal” (de 2022, em que os dois atuaram juntos) — conta Gabriel. — Antes dessa série de shows, fechei um projeto que era outro sonho, e acabei começando agora, paralelamente: a gravação de um álbum com o maestro João Carlos Martins e a Orquestra Bachiana. Também estou estudando uma surpresa para meus fãs para comemorar os 25 anos de carreira. É para o primeiro trimestre do ano que vem.
Com a agenda a mil, o músico conta que é preciso “cuidar da saúde para viver intensamente”:
— Sou muito apaixonado pelo meu trabalho. Uns chamam de “workaholic”, outros de “work lover”, mas sou mesmo apaixonado pelo trabalho artístico.
Quando terminou as gravações do remake de “Pantanal”, em 2022, o paulistano radicado em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, se sentiu cansado. Apesar disso, ele (que também tinha sua versão de “Amor de índio” na trilha sonora da novela) revela que sente saudades de explorar a veia de ator:
— Foi muito intenso, mas não foi isso que não me fez aceitar novos trabalhos, e sim a agenda de shows. De lá para cá foram 119 eventos. Não tive tempo para trabalhar como ator, a não ser para a participação no primeiro capítulo de “Renascer” (2024), que exigiu meses de trabalho. Depois, não consegui conciliar. Já fui convidado para fazer “A Paixão de Cristo”, mas ainda não consegui.
Além dos shows, o processo de criar álbuns também tem sido um impeditivo para retomar o trabalho como ator:
— Fazer um álbum dá muito trabalho porque eu faço tudo de maneira artesanal. Tem gente que só chega no estúdio, grava a voz e vai embora. Eu faço tudo desde o início. É mão na massa todo dia. Em cada álbum vão lágrimas, suor e sangue.
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O sertanejo, destaca o artista, é só uma das fontes em que ele e Almir bebem. Nesse rio ainda tem espaço para os violeiros de Minas e SP, o rock rural, as “latinidades” que vêm da fronteira (MS faz divisa com Paraguai e Bolívia) e muito mais. Tudo isso desemboca nessa parceria inédita nos palcos.
— Meu pai é meu ídolo, minha primeira grande referência musical. Aprendi muito ao longo da vida vendo ele trabalhando — destaca Gabriel, antes de comentar sobre a suposta “demora” de 25 anos de um show com o pai. — Como diz o poeta Renato Teixeira, “tudo nessa vida está para começar. Quando for a hora, assim será”. Meu pai sempre me apoiou, mas para eu voar de forma independente. Para você perdurar num mercado tão difícil, o musical, você tem que ter uma identidade própria. Tudo tem o seu momento.
No palco, os dois cantam “Tocando em frente” (Almir com Teixeira), “Amor de índio” (Beto Guedes e Ronaldo Bastos) e mais sucessos das carreiras de ambos, além de “Voa vagalume”, primeira composição dos dois (com Luiz Carlos Sá) — que, aliás, nunca tinha sido cantada ao vivo por eles.
— Estamos estudando novidades para o futuro. A cada show conseguimos “tirar” novas músicas, fazer novos arranjos… Cada noite será realmente uma experiência nova — afirma Gabriel, que considera a turnê uma chance de passar mais tempo com o pai. — Se não trabalhamos juntos, nos vemos pouco ao longo do ano, por conta das nossas agendas profissionais. Esses shows são um presente nesse sentido.
Programe-se: Almir e Gabriel Sater com ‘Pai e filho’ no Rio de Janeiro
- Onde: Qualistage (Shopping Via Parque, Barra)
- Quando: Sexta-feira (28), às 21h30
- Quanto: De R$ 126 a R$ 245 (assinante O GLOBO tem desconto)
- Classificação: 18 anos

