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Fed, banco central dos EUA, define juros hoje na última reunião sob a liderança de Powell, desafeto de Trump

BRCOM by BRCOM
abril 29, 2026
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Fed, banco central dos EUA, define juros hoje na última reunião sob a liderança de Powell, desafeto de Trump


A exemplo do Banco Central (BC) do Brasil, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) decide hoje qual será o novo piso dos juros na maior economia do mundo. No entanto, será um veredito com maior atenção no planeta que o brasileiro.
A decisão tem potencial de mexer com as economias do mundo inteiro e será a última tomada numa reunião dirigida pelo atual presidente do Fed, Jerome Powell. Indicado por Donald Trump em seu primeiro mandato, ele está de saída da liderança da autoridade monetária americana na condição de desafeito do presidente dos EUA.
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A coincidência entre as reuniões dos comitês de política monetária do Brasil (Copom) e dos EUA (Fomc) faz o dia de hoje ser chamado no mercado brasileiro de Super Quarta. Enquanto os analistas esperam mais um corte de juros pelo BC brasileiro, há grande expectativa pela manutenção da taxa básica nos EUA, diante do forte aumento nos preços nos Estados Unidos, como em energia, em meio à guerra no Oriente Médio.
Donald Trump e Jerome Powell: pressão constante por corte de juros continua
Getty Image via Bloomberg
A decisão tem potencial de afetar outras economias do planeta, daí a atenção global. Ontem, a plataforma FedWatch, que analisa a probabilidade do corte na reunião através de contratos negociados no mercado financeiro, registrava 100% de chances de manutenção da taxa no atual patamar, na banda entre 3,5% e 3,75%. Diferentemente do Brasil, onde que a Taxa Selic é fixa, a referência americana é definida num intervalo.
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— O que a guerra trouxe? Uma inflação maior de energia que, pelo período de conflito até agora, dois meses, a gente pode ter efeitos secundários, como impacto para além da inflação de energia. E isso pode pegar no núcleo da inflação (que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia), que é o que o Fed combate — diz a economista Andressa Durão, da financeira ASA, afirmando que a duração do conflito e a permanência dos preços em alta implicam num efeito inflacionário mais duradouro.
‘Muita cautela’
A leitura é semelhante a do banco americano Bank Of America. Em relatório, os analistas de pesquisa macroeconômica americana do banco dizem que “embora as bolsas estejam se comportando como se a guerra no Irã já tivesse terminado, a gasolina ainda está acima de US$ 4 e o tráfego pelo Estreito de Ormuz segue altamente prejudicado”.
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— Temos um impasse, as coisas estão estagnadas em relação ao conflito. Ainda tem o Estreito de Ormuz fechado, com preço do petróleo que não dá trégua. Fica a percepção de muita cautela. E a principal pergunta que os banqueiros centrais estão se fazendo: os efeitos secundários serão permanentes? — disse Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset, sobre a releitura dos impactos da guerra e a reprecificação dos juros globais. Ontem, o barril do tipo Brent voltou a subir e encerrou o dia valendo US$ 111.
Duplo mandato
Diferentemente do Brasil, que só persegue a inflação na meta, o banco central americano possui o chamado “duplo mandato”, também prevendo que o mercado de trabalho do país fique nas mínimas.
Para o também americano Citi, a abertura de vagas deixou de ser baixa e deve ser considerada modesta pelo comitê, indicando que a preocupação deve se voltar à alta da inflação, contexto que “deve tornar fácil para Powell transmitir uma mensagem de “manutenção” da política”.
De saída
Jerome Powell faz hoje sua última presidência do Fomc sem ter cedido às pressões do presidente Donald Trump pela queda dos juros. Seu mandato fixo, que iniciou a chefia do Fed (que é uma instituição com autonomia similar à adotada pelo BC do Brasil) em 2018 e foi reconduzido em 2022, terá fim em 15 de maio, antes da próxima reunião.
Ainda assim, ele segue no Fed. Seu mandato como integrante do conselho acaba apenas em 2028, podendo permanecer no comitê votante. Mas é costume que os presidentes deixem inclusive o conselho após chefiar a instituição.
Trump e o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, visitam o projeto de renovação da sede do Federal Reserve em Washington
Chip Somodevilla/Getty Images via Bloomberg
A decisão do Departamento de Justiça (DOJ) de encerrar uma investigação criminal na semana passada contra o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, favorece a confirmação de Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump para chefiar a autoridade monetária do país. Warsh deve ser ouvido pelo Senado americano nesta semana e, se aprovado, assume a cadeira de banqueiro central dos EUA após o fim do mandato de Powell.
Durante seu mandato, Jerome Powell sofreu hostilizações do presidente Donald Trump, que o chamava de “sempre atrasado” nas redes sociais. Trump sempre quis taxas de juros mais baixas para obter um dólar mais enfraquecido frente a outras moedas, aumentando a competitividade dos produtos americanos.
O republicano abriu fogo contra o chefe da autoridade monetária durante seu mandato. O Departamento de Justiça do país chegou a pedir abertura de investigação sobre reformas na sede do BC americano. Em 2025, Trump chegou a sugerir que poderia demitir Powell.
O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell
Bloomberg
Impacto no Brasil e no mundo
A decisão sobre o juro americano tem impacto global. Isso porque o indicador calibra o valor do dólar, que acaba impactando moedas e investimentos em todo mundo. Quando a taxa está alta, parte volumosa do capital global vai para os Estados Unidos, já que o país é considerado um dos mais seguros do mundo para aplicações. Com menos dólares no mundo, seu preço aumenta.
Diante de um ciclo de flexibilização do juro por lá, o capital global começa a buscar aplicações que possam render mais. E países emergentes, como o Brasil, se tornam mais atraentes para o destino deste capital.
Ontem, o Ibovespa fechou pelo quinto dia seguido em queda. Para Fernando Siqueira, chefe de pesquisa da casa de análise Eleven, é justamente a releitura sobre o rumo dos juros americanos que vem amargando o índice local, que flertou com os 200 mil pontos na semana passada:
— Chega num ponto que esse petróleo alto por um tempo relativamente longo vai colocando em xeque o corte de juros. Aqui no Brasil é provável que corte, mas no exterior está bem menor. Isso atrapalha um pouco os mercados — afirmou. O Ibovespa cedeu 0,51% na terça-feira, aos 188.619 pontos.
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