É em Madureira ou Copacabana? Bife com fritas ou dobradinha? Para criar a lista dos melhores lugares para saborear um bom-prato feito no Rio, o GLOBO convidou 46 personalidades, entre elas chefs de restaurantes cariocas, jornalistas, artistas, empreendedores e influenciadores. Eles revelaram cinco de seus lugares preferidos para comer um PF na cidade, resultando em mais de 100 estabelecimentos citados. Destes, os 50 mais votados foram elencados em um ranking, disponível em uma ferramenta online. Nela, cada um pode criar seu próprio top 10, selecionando os preferidos, e depois compartilhar nas redes, ou já fazer o roteiro de qual visitar.
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Vencedor do Prêmio Rio Show Gastronomia 2025, o Bar da Frente conquistou o posto de primeiro colocado para o júri. São duas unidades: uma em Copacabana, que abre diariamente; e outra na Praça da Bandeira, que funciona de quarta a domingo, há 16 anos.
Comandado por Mariana Rezende, a casa tem opções de PFs a partir de R$ 38,80. Entre os pratos cativos, estão a popular carne assada (R$ 48,90), a milanesa de frango (R$ 44,80) e a tilápia grelhada (R$ 46,90). No fim de semana, o restaurante surpreende com pratos especiais, como a feijoada branca.
— Eu gosto do prato feito “desfeito”, ou seja, na travessa para servir. Dessa forma, não sujo a mesa — diz a crítica gastronômica e colunista do GLOBO, Luciana Fróes, sobre um dos motivos de votar no Bar da Frente.
Chef dos restaurantes Chanchada, Xerelete e Katz-Su, Bruno Katz acrescenta que a liberdade de escolha na hora de montar o PF no Bar da Frente faz com que a experiência seja ainda mais especial.
— Você pode decidir. Lá tem milanesa de frango e carne, omeletezinho, carne assada… Eu adoro muitos dos pratos, mas o pernil é absurdamente bom — conta ele, que também elogia as opções de acompanhamento. — A comida deles é muito bem temperada. O arroz vem sempre muito arrumado, a maionese é supergostosa, a farofa é uma delícia e o purê de batata… Esse parece que foi feito pela vovó! — opina Katz.
O Baixela ocupa o segundo lugar na lista definida pelo júri. Fundado em 2023, o botequim localizado em Copacabana é conhecido pelo compromisso de resgatar as raízes cariocas por meio da oferta de uma comida popular de qualidade. Os PFs mais vendidos no local são o parmegiana de frango (R$ 42); a tradicional carne assada (R$ 47) e o fígado acebolado (R$ 31). Todos são acompanhados por arroz, feijão, batata frita ou salada.
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— O prato feito deve ser completo e farto. É um momento importante que a pessoa para o “corre” para se alimentar e ser feliz — opina o chef Pedro Attayde, do Grupo Jurema, que não hesita ao definir seu PF favorito do Baixela.
— Costela com batata, agrião, arroz e farofa, com certeza.
O restaurante abre de domingo a domingo; segunda e terça, a partir das 12h; e, nos demais dias da semana, às 8h. Os pratos custam em média R$ 40.
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A medalha de bronze ficou com o Bar do Momo, comandado pelo chef Antonio Carlos Laffargue, o Toninho, na Tijuca, Zona Norte do Rio. O local foi inaugurado em 1972 por Abrahão Rei, um autêntico rei Momo do carnaval carioca. A partir de 1987, o boteco foi comprado por Antonio Lopes dos Santos — conhecido como Tonhão — e, desde então, é administrado por pai e filho.
Entre os pratos mais populares do local, estão o contrafilé com fritas (R$ 50), filé de frango com maionese (R$ 40) e a isca de fígado com purê de batata (R$ 35). O restaurante funciona quase que diariamente, exceto às terças, a partir das 12h.
— Quando eu penso em PF, me vem logo o Momo na cabeça — diz o sambista Gabriel da Muda, dono do Bar Miudinho, e grande conhecedor de botecos cariocas. — Um bom prato feito precisa ter feijão e arroz, além de farofa, uma proteína e batata, seja ela cozida ou frita.
O artista aproveita para contar qual é o seu PF favorito.
— No Momo, sem dúvida, a carne de panela é a refeição que eu mais gosto. Quando vem com a batata bem corada, então…
O Bar do Bode Cheiroso, localizado na Rua General Canabarro, no Maracanã, ocupa a quarta posição entre os favoritos. Declarado Patrimônio Cultural Carioca em 2023, o restaurante existe há 80 anos e é considerado um verdadeiro clássico da Zona Norte, sendo popular por seu enorme torresmo, apelidado de “barra de cereal”.
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— O Bode tem um dos PFs mais saborosos do Rio. Um de seus destaques, para mim, é o pernil com maionese — afirma Toninho, chef e sócio do Bar do Momo.
Para o chef Jefferson Nunes, um dos professores de gastronomia do Projeto Casinha Acolhida — voltado para manutenção e promoção de direitos da população LGBTQIAPN+ —, as refeições vendidas no bar estão totalmente de acordo com sua definição de um bom PF.
— Precisa ter aquele arroz soltinho, aquele feijão bem temperado e acompanhamentos de qualidade. É essencial que também tenhamos uma boa opção de proteína, porque isso contribui para a “sustância” do PF. Ou seja, prato feito bom é aquele que é saboroso, alimenta e, obviamente, tem um preço mais acessível.
Entre os pratos mais vendidos no bar estão a feijoada, que pode ser para uma (R$ 49) ou duas pessoas (R$ 85); a costelinha com feijão tropeiro (R$ 45) e a rabada com agrião e batata (R$ 50). O espaço abre de terça-feira a domingo, a partir das 11h30.
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O Capiau Botequim, no Centro do Rio, foi o quinto mais votado. O espaço, inaugurado em 2024, conquista os clientes pelo diferencial do fogão a lenha, onde são preparados todos os pratos disponíveis no cardápio.
— O Capiau me seduz em diferentes momentos do dia, do café da manhã à saideira — conta a jornalista Marcella Sobral, que está à frente da coluna Pé Sujo, do GLOBO. Para ela, quarta-feira é um dos melhores dias para ir ao restaurante, que oferece opções especiais de PF diariamente.
— Esse é o dia do frango caipira cozido, com arroz com louro, feijão, polenta cremosa, tomate e quiabo tostados — explica.
— Se quem come quiabo não pega feitiço, imagina em frente da igreja de Santa Rita? — acrescenta a jornalista, brincalhona.
A ideia de cozinhar na lenha surgiu numa viagem de Raphael Vidal, sócio do estabelecimento, à Serra da Mantiqueira, em São Paulo. Lá, ele conheceu o chef Diego Melão — especialista em cozinhar com brasa e com lenha —, e os dois se uniram para fundar o botequim, que funciona de terça a domingo.
Entre as opções ofertadas pela casa, a carne em lata (R$ 42) se tornou a queridinha dos clientes. Com uma produção artesanal, ela demora entre seis e sete horas cozinhando à baixa temperatura na banha de porco, e pode ser feita com pernil, linguiça da roça ou língua de boi.
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Comandado pelo chef Bruno Katz, o Chanchada Bar ocupa o sexto lugar na lista dos restaurantes favoritos para comer PF no Rio. O local conta com uma decoração que remete aos botequins dos anos de 1960, e conquista o público pelo sabor singular e atmosfera intimista.
— Eu gosto muito de comer no Chanchada. Acho os PFs interessantíssimos, principalmente a carne assada — conta o chef Gerônimo Athuel, do restaurante Ocyá.
— Para mim, além da carne assada, os melhores pratos são o pernil acebolado e o peixe frito. Todos custam R$ 48 e ainda são acompanhados por uma soda artesanal — acrescenta o jornalista e colunista Bruno Calixto.
O estabelecimento, que existe há três anos, fica na Rua General Polidoro, em Botafogo, e abre de terça a domingo, a partir das 12h.
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Inaugurado há cinco anos, o Labuta Bar, no Centro do Rio, alcançou a sétima colocação entre os votantes. Focado na comercialização de uma comida mais popular, o estabelecimento é comandado pela chef Rafa Taygoro, e conta com pratos a partir de R$ 54.
— No Labuta, eu gosto de pedir a barriga de porco com tutu de feijão, couve e ovo frito. É delicioso — comenta a chef Pâtissier do Grand Hyatt, Paula Lopes, que elegeu o local como seu restaurante favorito para PF.
Aberto diariamente, a partir das 11h30 em dias úteis, e 12h no final de semana, o restaurante serve PFs somente no horário de almoço, até 15h. Entre os pratos queridinhos da casa estão a parmegiana de carne com purê de batata (R$ 54) e a copa lombo na chapa acebolado com feijão tropeiro (R$ 54).
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Oitavo colocado na lista do júri, o Restaurante Esquimó, que estava fechado há cinco anos, reabriu no primeiro semestre de 2025. Localizado no Beco das Sardinhas, Centro do Rio, o estabelecimento foi fundado em 1962 pelo imigrante português Antônio Duarte e, atualmente, é comandado por seu filho, Rafael Duarte.
— O Esquimó é o pai do prato feito. A hamburguesa com queijo e cebola é um clássico. Sinto o cheiro e o sabor só de falar — afirma o influenciador Rafael Teixeira, conhecido por publicar vídeos sobre gastronomia nas redes sociais e freguês assíduo do local.
Consagrado pela qualidade dos pratos — que contam com uma proteína, três acompanhamentos, refresco e sobremesa por R$ 38,90 —, o Esquimó é associado ao “almoço de vó”. Funcionando de segunda a sábado, a partir das 11h, o restaurante vende cerca de 200 PFs diariamente.
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Nono colocado, o Tijolada, em Ipanema, foi inaugurado em 2024 pelo chef Thomas Troisgros e sua mulher, Diana Litewski. O ambiente despojado, com cadeiras espalhadas pela calçada, tem atraído a atenção dos cariocas com receitas simples, feitas com ingredientes de qualidade.
Com um cardápio que homenageia os botecos raiz da cidade, o restaurante oferta diferentes PFs, drinks e petiscos. Entre os pratos feitos favoritos dos clientes estão o arroz de rabada com agrião tostado e aioli de pimenta (R$ 52), e a carne moída com quiabo, purê e ovo estalado (R$ 46).
O espaço funciona de terça a domingo, a partir de 12h.
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O Jurubeba Bar, do chef Elia Schramm, em Botafogo, foi o décimo colocado da lista. Inaugurado em janeiro deste ano, o restaurante tem se destacado com seu menu de almoços fixos, que inclui o tradicional PF de carne (R$ 42), além da opção vegana Bottaveggie (R$ 41), composta por burguer de lentinha, purê de abobora, coalhada e granola salgada.
O estabelecimento, localizado na Rua Real Grandeza, funciona quase todos os dias — exceto às terças —, a partir de 12h.
*Estagiária sob a supervisão de Rafael Galdo.

