Realizada durante todo o mês de agosto, em diversos palcos, a segunda edição do Festival Lírico de Niterói (Felini) consolida a cidade como um polo importante de música clássica, reunindo mais de 400 artistas em 18 dias de programação intensa. Com ingressos acessíveis, muitos eventos são gratuitos, e outros têm valor médio de R$ 30.
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Idealizado pela soprano Amanda Ayres, ao lado das cantoras Maria Gerk e Tina França, o Felini propõe uma experiência artística inclusiva, acessível e de impacto cultural, com o objetivo de democratizar o acesso ao canto lírico e formar novas plateias.
— A música lírica transformou nossas vidas e continua transformando a de quem participa do festival. Democratizar essa arte é aproximar músicos e plateias, quebrando barreiras e renovando a conexão com o público — destaca Amanda.
O festival acontece entre os dias 1º e 31 de agosto, ocupando diferentes espaços culturais da cidade, como o Theatro Municipal, o Museu de Arte Contemporânea (MAC), o Teatro Popular Oscar Niemeyer, o Solar do Jambeiro e a Igreja da Boa Viagem. A expectativa é superar os 3.500 espectadores da edição anterior.
Um dos grandes destaques deste ano é a estreia mundial da ópera “Lira dos enganos”, do compositor brasileiro Rodrigo Camargo, ambientada em um baile de carnaval. A obra foi escrita especialmente para o Felini e será apresentada dias 8 e 9 no Teatro GayLussac. Também fazem parte da programação clássicos como “La Bohème”, de Puccini; e “A flauta mágica”, de Mozart, além de récitas infantis, recitais e masterclasses gratuitas.
Para o cantor lírico Fernando Portari, diretor da Cortina Lírica Felini, o festival carrega um sentimento de pertencimento.
— O Felini é uma volta à minha infância lírica. Comecei nesse lugar de intimidade e espaços não convencionais. A gente tem a arte, a gente tem o amor, mas muitas vezes não tem a casa. Isso aqui é uma casa para mim — diz.
Além da produção artística, a organização destaca que o festival movimenta a economia local, da hotelaria ao transporte, e aposta na formação de novos talentos com oficinas, palestras e aulas com convidados como a soprano internacional Ludmilla Bauerfeldt e o pianista José Pires, correpetidor (músico auxiliar) do Conservatório de Paris.
O maestro Evandro Rodrigues, regente da Felini Camerata e da Orquestra Aprendiz, destaca a relevância do evento:
— O Felini projeta Niterói no cenário lírico nacional, revela novas vozes e fortalece a tradição da ópera com força renovada. A cidade caminha para ser uma das capitais da ópera no estado do Rio.
A edição de 2025 também marca a expansão do festival para a Região Oceânica, com apresentação no Centro Eco Cultural Sueli Pontes. O Museu da Justiça, a Igreja do Salesiano e o auditório da OAB também receberão recitais.
— Queremos mostrar que a ópera não é elitista. Venham descobrir a pluralidade dessa arte — convida Amanda.
A programação completa está disponível no site festliriconiteroi.com.br e nas redes sociais do festival (@festliriconiteroi). O Felini conta com apoio e patrocínio da prefeitura, por meio da Secretaria municipal das Culturas, e da iniciativa privada.