Mamífero semiaquático é exímio caçador e está no topo da cadeia alimentar, exercendo ‘papel fundamental no equilíbrio do ecossistema, pois ajuda no controle populacional’ Um registro inédito foi feito no mês passado no Pará, quando filhotes de ariranha foram flagrados em um trecho do Reservatório Intermediário da Usina Hidrelétrica Belo Monte. O vídeo foi gravado por câmeras camufladas e mostra a rotina da espécie, classificada, desde 1999, como “vulnerável à extinção” pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).
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A ariranha corre risco de extinção por ser alvo recorrente de caça ilegal por conta de sua pele aveludada. A espécie, que se alimenta de peixes, é encontrada apenas na América do Sul.
“A presença de filhotes de ariranha na área de influência de Belo Monte indica que o ambiente está saudável, oferecendo condições reais para a reprodução de uma espécie sensível e vulnerável à extinção. É um indicativo claro de que as ações de conservação implementadas pela empresa estão dando resultado”, diz Roberto Silva, gerente de Meios Físico e Biótico da Norte Energia, grupo responsável pela construção da usina.
Câmeras flagram rara aparição de filhotes de ararinhas na área de Belo Monte
Segundo a empresa, o registro é um sinal de que “o meio ambiente está saudável. A imagem foi feita no reservatório artificial de 119 km² criado pela usina e que faz parte da Área de Preservação Permanente protegida.
Por se tratar de um local cujo acesso é restrito, a região é considerada “propícia para o abrigo e a reprodução da fauna silvestre”, incluindo a ariranha — também conhecida como “onça-d ‘água”, “lontra-gigante” e “lobo-do-rio” —, um mamífero semiaquático e um exímio caçador que está no topo da cadeia alimentar, exercendo “papel fundamental no equilíbrio do ecossistema, pois ajuda no controle populacional”, segundo a Norte Energia.

