Um relatório produzido pelo partido Missão mostra detalhes de como se deu a filiação fraudulenta do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à sigla, com o uso de um email oficial associado a dados falsos de CPF “123456789” e o endereço inventado da “Rua dos Bandidos” e “Bairro Miliciano”. O cadastro já foi desfeito por determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, que restabeleceu a inscrição de Flávio ao PL.
Segundo o documento produzido pela “equipe de tecnologia” do Missão, uma terceira pessoa não identificada utilizou o email institucional de Flávio no Senado para fazer o cadastro no partido. Por meio desse email, foi confirmada a inscrição no sistema do TSE.
Além dos dados falsos de CPF e endereço, o formulário trazia informação errada sobre a data de nascimento do senador. O número de telefone do gabinete e o email institucional estavam corretos.
Segundo o relatório, o Missão enviou sete mensagens ao email de Flávio desde o dia 2 de agosto — nenhum deles obteve resposta.
“Todos os e-mails constam como entregues nos registros do Partido Missão. Não houve, em nenhuma etapa, ausência de comunicação ao endereço de e-mail informado no cadastro — inclusive quanto à divergência de CPF identificada”, diz o texto assinado pela “equipe de tecnologia” do partido.
Por determinação do TSE, a Polícia Federal vai abrir um inquérito sobre o caso e analisará os dados levantados pelo partido que tem Renan Santos como candidato à Presidência.

