Um dia após a abertura do sigilo do Caso Master, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, o candidato Flávio Bolsonaro, formalmente investigado por corrupção, disse que não temer a revelação das informações do inquérito relatado por André Mendonça. Em comício em Cabo Frio (RJ) neste sábado, o filho do ex-presidente direcionou seu discurso contra o ministro Alexandre de Moraes e o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva, e repetiu seu argumento de que o financiamento do banqueiro Daniel Vorcaro à cinebriografia “Dark Horse” se trataria de verba de recursos privados.
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Novas frentes de investigação ao longo da última semana apuram se emendas parlamentares do deputado federal Mario Frias (PL-RJ), homem forte da produção da cinebiografia de Jair Bolsonaro, foram usadas nas despesas do filme. Além disso, a Polícia Federal ainda tenta entender se os R$134 milhões pedidos por Flávio a Vorcaro têm origem ilícita, e se foram usados para custear os gastos de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Em discurso na região dos Lagos nesta manhã, Flávio disse que o afastamento do sigilo do caso trará “impacto zero” à sua campanha.
— Eu sempre disse que não tem absolutamente nada de errado nesse filme. Então eu estou muito tranquilo. Eu acho que o impacto é zero. Esrá tudo aberto para quem quiser ver. E eu vou observar e confirmar. Desde o dia 1 que eu falo isso. Uma relação privada pra um filme privado. Não tem nada de público. Então eu fico feliz que isso vem à tona — respondeu o candidato.
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Em seguida, ele cobrou quebra de sigilo do caso INSS e fez acusações contra Lula e Alexandre de Moraes.
— Agora eu estou aguardando a retirada do sigilo também do (caso) INSS, eu quero saber quanto dinheiro foi roubado dos aposentados. Eu quero saber do Marcola, o chefe de gabinete do Lula. Ele abriu para o seu filho fazer negócios dentro do governo. Eu quero saber todas as arbitrariedades e perseguições que o Alexandre de Moraes fez.
Na abertura do discurso do comício, Flávio Bolsonaro puxou um coro de “Fora Lula, Fora Moraes e Fora Paes”. Ao tentar colar a imagem do presidente ao ministro do STF, o candidato repetiu que “quem vota em Lula vota em Moraes”.
Ele não mencionou André Mendonça no seu discurso e buscou individualizar Alexandre de Moraes como alvo único do STF, chamado por ele como uma “laranja podre” que contamina a corte.
— Precisamos afastar a Laranja podre. O judiciário não é isso, o Supremo não é isso — afirmou Bolsonaro, que lembrou que o próximo presidente pide indicar ate cinco ministros do STF. — Vou indicar homens e mulheres contra aborto, contra drogas, respeitem constituição. Críticas ao licenciamento ambiental.
Em relação a propostas, ele prmeteu continuidade do Bolsa Família, redução da maioridade penal, permissão de carteira de motorista a partir dos 16 anos, e classificar o PCC, o Comando Vermelho e a Milícia como organizações terroristas.
Ele também fez acenos ao público feminino, prometendo penas duras a agressores e castração química para estupradores. Ao lado do prefeito de Cabo Frio, Dr Serginho (PL), Flavio Bolsonaro ainda criticou a legislação ambiental por supostamente travar “grandes empreendimentos” na cidade praiana.
O comício também teve participação de Douglas Ruas, candidato ao governo do Rio pelo PL, que fez discurso focado na segurança pública. De camisa branca, ele era o único sem uniforme do Brasil no palco, que contava com outros candidatos do PL, como Carlos Portinho e Carlos Jordy, candidatos ao senadoe o deputado federal Sostenes Cavalcante (PL-RJ), candidato à reeleição.
Discretamente, Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flavio Bolsonaro e pivô do caso das rachadinhas, ocupou um espaço ao lado do palco. Desde o ano passado, ele é subsecretário de Segurança e Ordem Pública de Saquarema, cidade próxima de Cabo Frio também na Região dos Lagos, graças a uma costura com o ex-prefeito Antonio Peres, que comanda o diretório municipal do PL.
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