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novembro 6, 2026
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Flávio busca reuniões reservadas com conservadores americanos após discurso em evento de aliados de Trump nos EUA

Por · novembro 6, 2026
Flávio Bolsonaro propõe criação de zona de livre comércio com os EUA e critica relação de Lula com a China


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve permanecer nesta sexta-feira em Mar-a-Lago, propriedade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Flórida, para tentar ampliar sua interlocução com lideranças do Partido Republicano. Após discursar na quinta-feira durante um jantar de gala da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), o parlamentar pretende aproveitar a continuidade do evento para manter conversas reservadas com políticos americanos e integrantes do movimento conservador. A programação inclui atividades com congressistas republicanos, entre eles o senador Rick Scott, da Flórida.
A permanência em Mar-a-Lago faz parte das primeiras articulações internacionais de Flávio desde que deixou o Brasil, após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial. Instalado em Miami, o senador busca estabelecer canais de interlocução com aliados de Trump enquanto tenta reorganizar sua atuação política à distância. A participação no encontro conservador também representa uma oportunidade de ampliar contatos para eventuais agendas em Washington.
Nesta sexta-feira, a programação prevê um brunch reservado com Rick Scott, senador pela Flórida e aliado de Trump. O encontro está marcado para ocorrer entre 10h e meio-dia, no horário local. A atividade é restrita a convidados com credenciais especiais, e a participação de Flávio é esperada, segundo aliados. À noite, os participantes voltarão a se reunir em um jantar à beira da piscina da propriedade, seguido de uma recepção.
Além de Scott, a conferência reúne outros integrantes do Partido Republicano, como o senador Mike Lee, de Utah, e a deputada Kat Cammack, da Flórida.
A aproximação com republicanos ocorre em meio à tentativa de Flávio de construir uma agenda política nos Estados Unidos. Desde sua chegada ao país, o senador tem mantido contatos com um grupo restrito de aliados e discutido a possibilidade de viajar a Washington para ampliar a interlocução com integrantes do governo americano e congressistas. Entre os nomes mencionados nas articulações estão o secretário de Estado, Marco Rubio, e representantes da área econômica da administração Trump, mas não há confirmação de encontros com essas autoridades.
Na quinta-feira, Flávio participou do jantar de gala realizado no salão Donald J. Trump, um dos principais espaços da propriedade. O evento também contou com a participação do ator americano Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro no filme Dark Horse, produção que aparece nas investigações da Polícia Federal sobre as relações entre o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O senador deixou o país no fim de outubro, após a derrota presidencial e a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que entregasse seus passaportes. Flávio não cumpriu a ordem e desembarcou em Miami, onde passou a viver com a família. Desde então, anunciou que pretende liderar a oposição brasileira do exterior.
Em uma carta divulgada após a chegada aos Estados Unidos, Flávio questionou o resultado das eleições, sem apresentar provas de fraude, e chegou a se apresentar como presidente eleito. A expressão foi retirada posteriormente do documento, após críticas de aliados e alertas sobre possíveis consequências jurídicas.

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