A coletiva do técnico Enzo Maresca, do Chelsea, ontem, antes do confronto contra o Fluminense deu o que falar. Durante uma das respostas, o treinador italiano destacou que os europeus estão desgastados pela quantidade de partidas feitas desde julho do ano passado e, inclusive, chegou a até comparar com as equipes brasileiras.
— Para mim, pessoalmente, não é que não seja um jogo importante. Chegamos aqui com duas situações diferentes. Quantas partidas os brasileiros jogaram? Nós jogamos 63 partidas, os europeus chegam diferente, em outra condição. A vontade de ganhar é a mesma dos dois lados, o que acontece é que as condições são diferentes. Os brasileiros chegam aqui depois de quantas partidas? — questionou Maresca.
A afirmação do treinador do Chelsea, no entanto, está errada. A começar que o clube londrino disputou 62 partidas na temporada atual — já contabilizando o Mundial de Clubes — ao invés das 63 mencionadas por Enzo. Além disso, o Fluminense entrou em campo mais vezes do que os Blues em todos os cenários.
O tricolor carioca esteve em campo 63 vezes desde o dia 8 de agosto de 2024, quando o Chelsea estreou na temporada 2024/25, contra o Manchester City, pela Premier League. Ou seja, uma partida a mais que o time inglês. Nesse período estão contabilizados mês de férias dos brasileiros, em janeiro.
Se contarmos o ano corrido, ou seja, desde 8 de julho de 2024 — contabilizando o período de férias dos europeus e dos brasileiros —, o Fluminense disputou 70 partidas. Já o Chelsea entrou em campo 62 vezes num espaço de 365 dias.
Olhando só o ano de 2025, os tricolores jogaram 41 vezes, enquanto os Blues estiveram em campo somente 33. Nos três cenários, o Fluminense esteve em campo mais vezes do que o Chelsea.
Os dois times se enfrentam nesta terça-feira, pela semifinal do Mundial de Clubes da Fifa, às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Quem passar de fase encara o vencedor de PSG e Real Madrid, que jogam nesta quarta-feira, na decisão da competição.