Longe de fazer uma partida brilhante, o Fluminense esteve perto de conseguir o objetivo de não sair derrotado para o Lanús em Buenos Aires, para decidir a vaga nas semifinais da Sul-Americana na terça-feira que vem, no Maracanã. Mas o time de Renato Gaúcho acabou castigado na reta final do jogo de ontem e perdeu por 1 a 0 no Estádio La Fortaleza. Marcelino Moreno, ex-Coritiba, fez o gol do jogo aos 44 minutos do segundo tempo. Agora, o tricolor precisa vencer por dois gols de diferença para se classificar no tempo normal na semana que vem.
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Com inversões de lado e trocas de passes rápidos, o tricolor conseguia chegar com perigo no ataque. Hércules arriscou um chute de fora da área, enquanto Renê apareceu de surpresa na área, mas mandou por cima do travessão após cruzamento de Guga.
Apesar da participação ofensiva, o lateral-direito deixava a desejar na marcação, tanto que o Lanús encontrou espaços justamente nas costas dele. Ciente da fragilidade defensiva do Fluminense, o meia Marcelino Moreno, ex-Coritiba, insistiu em explorar individualmente e acionar os companheiros nesse setor do campo. No entanto, Fábio quase não precisou sujar a roupa, uma vez que os donos da casa só tiveram uma finalização no gol na primeira etapa.
Com as duas equipes “pisando em ovos”, o jogo seguiu brigado, mas faltava inspiração ofensiva de ambos os lados. Se o Fluminense saiu para o intervalo melhor do que o adversário, o segundo tempo foi praticamente nulo. Embora Martinelli estivesse relativamente bem na partida, Renato optou por tirá-lo para colocar Bernal, que não deu segurança à defesa e tomou cartão amarelo com menos de dez minutos em campo. No lugar de Serna, Soteldo quase não pegou na bola.
Quando a partida parecia se encaminhar para um empate, Renato fez a única substituição mais ofensiva, com a entrada de Lucho Acosta no lugar de Nonato. E após uma cobrança de escanteio, o tricolor foi surpreendido em um contra-ataque. Marcelino Moreno finalizou, Fábio chegou a desviar, mas a bola bateu na trave e entrou.
— Troquei um atacante por outro, um volante por outro. No fim, percebi que o time estava um pouco cansado, então segurei mais a bola. Tirei o Everaldo e coloquei o Cano, depois o Lucho, um jogador mais ofensivo, que pudesse reter a bola. Fiz isso porque achei que ainda podíamos vencer o jogo — defendeu-se Renato, sobre as substituições.