Priscilla Presley decidiu fazer uma catarse através de suas novas memórias. O livro, intitulado “Softly, as I leaveyYou: life after Elvis”, com lançamento previsto para o próximo dia 23 de setembro, narra em primeira pessoa como foi sua vida após a morte de Elvis Presley, com quem foi casada até 1973. Além disso, aborda a dor que enfrentou com a morte de seu neto, Benjamin Keough, e também de sua filha, Lisa Marie Presley.
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A matriarca da família afirmou que a partida da filha ainda é extremamente dolorosa para ela, e relembrou como foram as últimas horas de Lisa e o momento em que precisou tomar uma decisão sobre a vida da herdeira.
“Foi o segundo dia mais triste da minha vida, depois de perder Elvis”, confessou Priscilla em uma entrevista à revista People, onde antecipou trechos de sua nova autobiografia. “Foi muito difícil aceitar a partida de Lisa”, disse, dois anos após a perda devastadora.
Lisa Marie Presley faleceu em 12 de janeiro de 2023, em decorrência de uma obstrução intestinal causada por complicações de uma cirurgia bariátrica realizada anos antes.
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Seu ex-marido e pai de seus filhos, Danny Keough, foi quem a encontrou inconsciente em casa e a levou ao hospital.
“Ficamos lá o dia todo. Lisa não respirava, então estava conectada a um respirador. Passamos horas esperando, torcendo e rezando, até que o médico chegou e disse: ‘Priscilla, sinto muito, ela se foi’. Simplesmente não conseguíamos acreditar, não queríamos acreditar. Foi difícil para todos, e ainda é”, recordou, visivelmente abalada.
A revista americana revelou trechos do livro que mostram uma Priscilla sensível e vulnerável. Nas páginas, ela descreve em detalhes como foram as últimas horas de sua filha:
“Eu soube no instante em que entrei no quarto do hospital que Lisa já havia partido. Ela estava ligada a uma máquina que respirava por ela e ainda tinha batimentos cardíacos. Havia pouca atividade cerebral. Seu espírito — sempre tão cheio de vida — não estava mais ali.
Riley (sua neta) nos contou depois que, ainda no voo, sentiu que a mãe havia morrido. “Mas nenhum de nós estava pronto para desistir ainda”, escreveu.
Enquanto os demais familiares entravam e saíam do quarto, Priscilla e Danny optaram por ficar ao lado de Lisa o tempo todo, segurando suas mãos, acariciando seu rosto e dizendo o quanto a amavam.
“Em determinado momento, lembro que uma enfermeira me levou para outro cômodo, onde minha prima Ivy estava me esperando. A enfermeira pediu a ela que se certificasse de que eu comesse e bebesse algo. Minha prima me segurou pelo braço, mas então ouvimos um alarme de emergência vindo do quarto da Lisa. Era um código azul: o coração dela havia parado. Quando voltei correndo, a enfermeira sussurrou para Ivy: ‘Venha conosco. Fique atrás dela. Ela vai desmaiar e você vai precisar segurá-la’”, relatou Priscilla, com riqueza de detalhes.
Foi nesse momento que ela recebeu uma das piores notícias da vida.
“A próxima coisa de que me lembro foi o médico falando comigo. Ele me perguntou o que eu queria que fosse feito. Eles haviam reiniciado o coração da Lisa, mas não havia garantias de que continuaria batendo.
Perguntei ao médico: ‘Que tipo de vida ela terá se mantivermos ela ligada à máquina?’. Ele me olhou com compaixão e balançou a cabeça: ‘Ela não tem qualidade de vida’, disse.”
Foi então que a empresária teve que tomar uma das decisões mais difíceis da sua vida.
“Pensei na minha garota, minha garota selvagem, rebelde, apaixonada, agora em estado vegetativo, condenada a viver assim pelo resto da vida.
Disse o que precisava dizer: ‘Desligue os aparelhos, doutor’. Minha voz saiu como um sussurro. A enfermeira começou a desligar o equipamento que fazia o peito da Lisa subir e descer.
Olhei para Danny e disse: ‘Precisamos avisar as pessoas, Danny. Para que possam se despedir’”, contou. Logo em seguida, Priscilla desmaiou.
“Foi insuportável. Comecei a chorar compulsivamente. Não me lembro de ter caído. Sei que a Ivy me segurou. Depois disso, tudo ficou escuro. Não consigo lembrar. E nem quero lembrar”, acrescentou, profundamente emocionada.
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Nas memórias, Priscilla não apenas relata esse momento devastador, mas também fala do luto após o suicídio de seu neto Benjamin, filho de Lisa Marie e Danny, e irmão da atriz Riley Keough, ocorrido em 2020.
Ela também aborda a luta que enfrentou ao lado de seu filho Navarone (fruto de seu relacionamento com Marco Garibaldi) contra o vício em drogas.
“Não foi nada fácil, mas a gente precisa encontrar força”, disse à People.
Essa força é o que, segundo ela, a mantém de pé até hoje. Seu filho, que atualmente vive uma fase estável, sua neta Riley e seus bisnetos — uma menina de 3 anos e um bebê de poucos meses, filhos de Riley com o marido Ben Smith-Petersen — são sua maior motivação.
“É isso que me faz feliz: saber que todos estão bem”, concluiu.